quinta-feira, 10 de novembro de 2022

BLM e Movimento LGBT firmemente estabelecidos nos EUA (texto traduzido do russo)

 

Foto - Do livro de colorir para turmas jovens: “O Black Lives Matter apoia os transexuais. Todo mundo tem o direito de escolher seu gênero e ser uma garota, ou um garoto, ou ambos, ou ninguém, ou alguém mais”.

Mesmo a maioria dos pais americanos ainda não suspeita O QUE ensinam às crianças deles nas escolas. “Materiais educativos” do movimento Black Lives Matter, elaborados especialmente para diferentes níveis de ensino, apareceram em escolas do Estado (e algumas privadas) em todo o território dos EUA. A essência das mensagens, que misturam os problemas de diversidade, globalismo, raças, “queer” e identidade-trans, se resume ao seguinte:

• A América é uma nação muito ruim.

• A polícia é racista e cruel.

• Todas as pessoas negras são moralmente superiores.

• A estrutura familiar tradicional é arcaica.

• As pessoas brancas por natureza são fanáticas e injustamente desfrutam de privilégios imerecidos.

Duas das três fundadoras do BLM são lésbicas assumidas. Aparentemente por isso que desde o início a agenda do Black Lives Matter apresentou uma estranha mistura de neomarxismo e ideologia LGBT radical, que agora com força duplicada é dirigida à mentes fracas dos estudantes escolares americanos, explicita e agressiva, mais do que nunca. Aqui o objetivo claro é dividir as pessoas, e não juntá-las.

É um ataque às crianças generosamente é financiado pela América corporativa. As somas de dinheiro simplesmente chocam. Há dois anos, por exemplo, a Liga Nacional de Futebol anunciou sobre a doação de 90 milhões de dólares ao BLM e grupos de “justiça social” ligados a ele. Subsequentemente a soma foi aumentada para 250 milhões de dólares. Então ao financiamento se juntaram Apple, Amazon, Walmart, Google, Bank of America e muitos outros. Por enquanto a soma total de dinheiro transferido ao BLM alcança um bilhão de dólares.

Atenção especial é direcionada às turmas do ensino primário e secundário. A ideia explícita e bem assustadora de forma a consciência infantil o mais cedo possível, infelizmente, não é novidade entre movimentos totalitários. Hitler ainda em 1933 notou: “Quando o oponente diz: ‘eu não passarei para o vosso lado’, eu tranquilamente respondo – Vosso filho já pertence a nós... Quem é você? Você partirá. Mas vossas crianças ficarão em um novo campo. Bem rapidamente elas não irão saber nada, além de nossa nova sociedade”.

Os professores também passam por treinamentos ideológicos em muito similares ao treinamento LGBT, os quais a HRC [1] e outras organizações LGBT conduziram para elas em anos anteriores (que também são promovidas por órgãos governamentais).

Referindo-se ao popular lema “Liberdade de ensino”, os professores vergonhosamente falam que crianças pequenas têm a “liberdade” de ler pornografia, ou livros infantis de propaganda de homossexualismo ou de bruxaria, ou qualquer outra matéria que o professor escolha.

Em um dos videoclipes de seção de treinamento os professores explicam que os pais não têm o direito de decidir o que ensinar às crianças deles, porque os professores sabem o que é melhor para todos e que é necessário proteger as crianças do fanatismo dos pais. O objetivo deles é manter os pais na ignorância. Na verdade, a maioria dos pais não tem ideia do que acontece nas escolas, mas às vezes eles reconhecem. Por isso, também há treinamentos sobre como lidar com a objeção da parte dos pais, principalmente dos pais “fanáticos conservadores religiosos”. Os professores ensinam como desinformar e confundi-los para que eles não façam objeções aos materiais.

Fonte: Postagem do grupo do VK “Volf Gomofob/Волк Гомофоб”, de 01/11/2022.

MEUS COMENTÁRIOS – Neoesquerda e Grande Reset

“Você não terá nada e será feliz com isso” – assim falou Klaus Schwab a respeito do Grande Reset que ele e outros senhores do poder mundial tais como Bill Gates, George Soros e outros levam adiante (e ainda por cima utilizando pandemias como a da Covid-19 como pretexto para impô-lo).

Recentemente, eu estive na Califórnia, um dos estados dos Estados Unidos que mais se destacam na questão da promoção do politicamente correto. E eu fiquei horrorizado em ver algumas coisas lá. Como, por exemplo, ver muitas bandeiras LGBT nas ruas, e uma delas com o símbolo do Black Lives Matter e a bandeira transgênera no meio dela. E de ver banheiros “all gender” em vários lugares. Lugares tais como praças públicas, lojas, hospitais e até em aeroporto.

Por um exemplo desses vemos que o Grande Reset que os donos do poder mundial levam adiante não se resume à questão do empobrecimento material da grande maioria da população mundial enquanto que eles concentrarão nas mãos deles quase toda a riqueza global. Isso é apenas a ponta do iceberg. É um ataque que é feito por meio das mais variadas frentes.

O texto acima traduzido mostra que o Grande Reset que donos do poder mundial operam também envolve uma espécie de reset, uma grande reformatação da consciência das pessoas. Em outras palavras, uma parte ideológica com o intuito de moldar a consciência das pessoas daqui em diante. Um novo homem que aceitará sem questionar os ditames vindos de locais como o Fórum de Davos, saído diretamente da música “Imagine” de John Lennon.

Nos dois últimos artigos aqui postados falamos muito a respeito da questão dos personagens em produções televisivas e cinematográficas recentes feitas por companhias como a Disney (que já tem todo um histórico de ativismo LGBT em produções recentes, entre elas A Casa Coruja e Star versus as Forças do Mal). Com esse exemplo vemos como as coisas estão todas elas interligadas, e que empobrecer a maior parte da população mundial é apenas a ponta do iceberg do Grande Reset.

E assim uma coisa vai levando à outra. Logo, será a coisa mais errada do mundo você, entre outras coisas, comer carne de verdade (hoje, nos supermercados, já podemos ver as famigeradas carnes vegetais, algo impensável há uns 20 ou 30 anos), professar alguma religião (ainda mais o cristianismo), ser heterossexual, professar alguma religião ou mesmo falar o idioma corretamente. Entre tantas outras coisas.

NOTA:

[1] Human Rights Campaign. Grupo de advocacia e a maior organização de lobby LGBT dos EUA, baseada em Washington.

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

O elefante na sala e a questão da Pequena Sereia negra da Disney (parte II)

 

Foto – Ariel negra, por Halle Bailey.

E com vocês a segunda parte de “O elefante na sala e a controvérsia da Pequena Sereia negra da Disney”, na qual abordaremos algumas questões não abordadas na primeira parte.

Como muitos, eu não vejo nessa Ariel nova com dreadlocks a Ariel original do filme de 1989. E mais do que isso: trata-se de um blackface, só que feito não por um ator branco que passa maquiagem carvão no rosto, e sim por uma atriz negra. E, infelizmente, a Halle Bailey faz esse papelão ao interpretar a Ariel e não se dá conta disso. Mas como já dito na primeira parte, o elefante na sala não é esse.

Em redes sociais como o Facebook e outras, vi alguns incautos que apoiam a decisão da Disney de escurecer a pele da Ariel apontar que, entre outras coisas, não nos queixamos de, entre outras coisas, que a Elizabeth Taylor interpretou a rainha egípcia Cleópatra no filme de mesmo nome sobre a última rainha do Antigo Egito.

Cleópatra foi produção norte-americana do ano de 1963 que ficou a cargo do estúdio 20th Century Fox, sob a direção de Joseph L. Mankiewicz e baseado na obra “Vida e Época de Cléopatra” (1957), do escritor italiano Carlo Mara Franzero e em histórias de historiadores antigos como Plutarco, Suetônio e Apiano.

No Brasil, o filme foi dublado em São Paulo, nos estúdios da finada AIC (Arte Industrial Cinematográfica), com a personagem-título sendo dublada pela finada Sandra Campos (voz de personagens como a Jedda Walker em Defensores da Terra, Glória em Chaves e Vicky em Super Vicky). Júlio César, por seu turno, foi interpretado por Rex Harrison e dublado pelo finado Aldo César (dublador de voz forte que emprestou sua voz a personagens como o Bender nas duas primeiras temporadas de Futurama, Júlio César em alguns filmes do Asterix, o Rei do Crime em alguns episódios do desenho do Homem Aranha anos 1990 e o Doutor Maki Gero/Androide 20 em Dragon Ball Z, além de ter interpretado o Seu Menezes na Praça é Nossa), e Marco Antônio interpretado por Richard Burton e dublado pelo recém-finado Dráuzio de Oliveira (voz de personagens como Jack Bennet em Os Seis Biônicos, Abel no especial “A lenda dos defensores de Athena” em Cavaleiros do Zodíaco, Boromir em Senhor dos Anéis, Dragão de cinco estrelas em Dragon Ball GT e o ferreiro Totousai em Inuyaša).

Foto – Elizabeth Taylor (1932 – 2011) com Cleópatra no filme de 1963. 

O que alguns não sabem é que em primeiro lugar a Cleópatra histórica, por sua linhagem de origem, pertencia à dinastia ptolomaica (305 – 30 a.C.), uma dinastia de origem grega que se formou no Egito em decorrência da fragmentação do Império de Alexandre o Grande após sua morte. Dessa forma, não tinha como ela ser negra levando em consideração a procedência da linhagem dela.

E segundo que não dá para comparar um filme de 60 anos atrás com um filme de hoje. Sendo que, só para começo de conversa, trata-se de um filme do qual muitos dos que eram jovens à época do lançamento já estão mortos (a exemplo de personalidades como o naturalista australiano Steve Irwin, o jogador de futebol argentino Diego Armando Maradona e o cantor norte-americano Michael Joseph Jackson). Além do fato de que não havia em filmes da época a vontade de lacrar e de fazer militância em favor de determinadas pautas que vemos hoje. Essa comparação é, no mínimo, absurda, descabida e que não leva em consideração o contexto tanto dos anos 1960 quanto o atual.

Também vi recentemente um vídeo no qual o Felipe Neto (vulgo garoto colorido) expõe sua opinião a respeito desse caso. E ele disse, entre outras coisas, que aqueles que são contra a escolha da Disney são um bando de racistas. Ou seja, ele colocou no mesmo balaio todo tipo de crítica à escolha da Disney. Colocou no mesmo balaio aqueles que criticam essa escolha por ver que a Disney está fazendo demagogia com os negros e enxergam todo o jogo espúrio por trás dessa escolha (como é o meu caso) e aqueles que criticam por puro racismo (sendo que, só para começo de conversa, houve negros que não gostaram dessa escolha). É como se ele estivesse dizendo a nós “aceitem a Ariel negra de bico calado, do contrário vocês são uma escória de racistas, intolerantes e nazistas”.

Diga-se de passagem, algo totalmente previsível e esperado da parte do garoto colorido. O apoio do garoto colorido às lacrações da Disney, diga-se de passagem, é algo que vem de outros carnavais: há cinco anos ele esteve do lado da Disney quando o pastor Silas Malafaia (figura da qual não nutrimos grande simpatia) condenou o conglomerado cinematográfico ao tomar conhecimento de que em um episódio do desenho Star versus as forças do mal (um desenho destinado ao público infanto-juvenil, e não a uma audiência mais madura como é o caso de South Park, Family Guy, American Dad e outros) foi veiculada uma cena de um beijo entre dois homens.

Além disso, cabe aqui ressaltar que o caso da Ariel negra não é um caso isolado. Olhando dentro de uma perspectiva mais ampla, ele se soma a muitos outros similares que temos visto em desenhos animados, quadrinhos e produções cinematográficas. Vide, por exemplo, Caça Fantasmas garotas no filme de 2016 e chefe viking negra no seriado do Netflix Vikings.

Mas talvez, o mais famoso deles é o do Superman bissexual (lançado pela DC Comics em novembro de 2021). Na verdade, não é bem o Superman que nós conhecemos há muito tempo, e sim o filho de Clark Kent com Louis Lane, Jonathan Kent, que segundo a história dessa HQ nova tem uma relação homoafetiva com um jornalista chamado Jay Nakamura. Mas, muito embora se trate do filho do Superman que nós conhecemos, ainda assim ele carrega o S característico do Homem de Aço.

Foto – Jonathan Samuel Kent, o Superman bissexual.

O que eu percebo não apenas com a Ariel negra com dreadlocks (que, se formos reparar bem, é um blackface feito por uma atriz negra – e infelizmente aqueles que batem palmas para isso não se dão conta disso), como também em outros casos como o Superman bissexual é que está sendo operado é uma espécie de Grande Reset de personagens de filmes, seriados, quadrinhos e desenhos animados.

É como se produtoras como a Disney, o Neftlix e a Amazon estivessem dizendo a nós: “esqueçam tudo o que produzimos antes. O que foi feito antes já não vale mais nada. O que vale agora são os novos que nós iremos produzir”.

É isso. Um massivo Grande Reset de personagens para adequá-los aos ditames da assim chamada “cultura woke”. E a partir daí os nossos filhos, netos e bisnetos, se quiserem ler uma HQ do Superman ou um filme da Branca de Neve, terão de ler a nova versão feita de acordo com os ditames.

Isso é em essência nada diferente, por exemplo, dos vandalismos e depredações a estátuas e monumentos que temos visto no Brasil e em outras partes do mundo nos últimos anos. Derrubam-se e vandalizam as estátuas de figuras históricas como os bandeirantes e os conquistadores espanhóis que viveram entre os séculos XVI a XVIII e no lugar erguem-se novos ídolos. Ídolos moldados segundo a ideologia dos novos tempos, tais como Márcia Tiburi, Jean Wyllys, Felipe Neto, Kéfera e outros dessa estirpe. A partir desse momento, esses serão os novos ícones aos quais as gerações terão que se espelhar, não mais nesses homens das cavernas de outrora que eram tudo de ruim: machistas, misóginos, fascistas, nazistas, stalinistas, baathistas, supremacistas brancos, racistas, partidários da Ku Klux Klan e o diabo a quatro.

Tenham em mente o seguinte: coisas como o Superman bissexual e a Ariel negra na verdade não foram feitas para nós, que conhecemos muito bem o personagem e sabemos quais as características físicas e personalidade dele, e sim para as próximas gerações.

E qual seria a intenção desse Grande Reset de personagens, alguns me perguntariam? É simples. É como se essas produtoras e editoras, bem ao estilo FHC, estivessem dizendo ao mundo “esquecem tudo o que escrevemos e o que publicamos antes”. Há todo um esquema de engenharia e controle social por trás disso tudo, e se trata de um projeto de longo prazo da parte dos donos do poder mundial. E esse Grande Reset de personagens é apenas uma das muitas correias de transmissão pelas quais essa engenharia massiva é operada.

Fontes:

Cleópatra. Disponível em: Cleópatra (Cleopatra) - Dublagem Original (dublanet.com.br)

Disney Lacrolândia. Disponível em: DISNEY lacro LÂNDIA - LIVE 39 - YouTube

Felipe Neto falou sobre a polêmica da Pequena Sereia|Cortes Felipe Neto. Disponível em: FELIPE NETO FALOU SOBRE A POLÊMICA DA PEQUENA SEREIA | Cortes Felipe Neto - YouTube

Por que Hollywood destrói filmes clássicos e grandes obras do cinema? Disponível em: Por que Hollywood destrói filmes clássicos e grandes obras do cinema? - YouTube

domingo, 18 de setembro de 2022

O elefante na sala e a controvérsia da Pequena Sereia negra da Disney

Foto – A nova Pequena Sereia.

No inglês, há uma expressão chamada “an elephant in the room” (algo como um elefante na sala). Segundo o dicionário online da Cambridge, essa expressão se refere a uma situação na qual há um problema óbvio ou uma situação difícil que as pessoas não querem falar a respeito. É uma expressão que remonta à fábula “O Homem Inquisitivo”, escrita pelo russo Ivan Krylov (1769 – 1844) em 1814, que fala sobre um homem que vai a um museu e nota todo tipo de coisas pequenas, mas não nota um elefante. Depois se tornou de uso corrente no inglês e até mesmo no português.

Recentemente, imagens e até mesmo um trailer do longa em live action do filme “A Pequena Sereia”, da Disney que será lançado no próximo ano foram divulgadas. O filme será dirigido por Rob Marshall e está programado para ser lançado nos cinemas americanos em 26 de maio de 2023.

A grande novidade é que a protagonista do filme, Ariel, será interpretada pela atriz e cantora Halle Bailey, uma atriz afro-americana de 22 anos de idade cujo currículo inclui participações em seriados de TV como The Ellen Show, Austin e Ally e The Kelly Clarkson show e filmes como Beyoncé: Lemonade e Kids are alright.

Como não poderia deixar de ser quando o assunto se trata de produções do conglomerado cinematográfico, o assunto repercutiu e muito nas redes sociais e dividiu opiniões. Halle Bailey foi alvo até de ofensas por parte de alguns que não gostaram da decisão da Disney (algo que nós repudiamos e rechaçamos).

Muitos foram contra sob a alegação de que a Ariel original tem pele clara e cabelos ruivos e que isso descaracteriza o personagem. Já outros, como de praxe, foram a favor dessa mudança sob alegações como o combate ao racismo e a representatividade negra.

Entretanto, esse tipo de coisa de forma alguma valoriza o negro. Pelo contrário, isso que está se fazendo é uma falsa inclusão, uma representatividade negra forçada, uma tentativa de valorizar o negro que no fim das contas gera o efeito contrário.

A valorização real do negro é pegar o folclore, as lendas e os contos africanos e criar histórias e filmes baseados neles, nos quais os personagens são interpretados por atores negros (no que ajudaria a popularizar essas histórias do folclore africano para a população). E não pegar personagens como a Ariel e a Branca de Neve (personagem proveniente das histórias dos irmãos Grimm) que vem da literatura europeia e fazer e essas operações para agradar certas militâncias ligadas à famigerada cultura woke.

Na própria África, existem lendas de sereias e criaturas similares. Entre elas a Kianda de Angola e a Mondao da África meridional. Poderia muito bem criar uma história de sereia baseada nessas lendas e contos africanos ao invés de pegar uma personagem que vem da literatura dinamarquesa e colocar uma atriz afro-americana para interpretá-la com um claro viés ideológico e político por trás de tudo.

Foto – Kianda, a sereia e rainha dos mares do folclore angolano.

Da parte daqueles que bateram palmas para a escolha da Disney, vi inclusive em redes sociais muitas comparações sem sentido algum, em especial aquelas relacionadas à iconografia histórica de Jesus Cristo.

O que essa gente percebe é que se trata de épocas e contextos completamente diferentes. Não há como comparar a iconografia religiosa dos primeiros séculos após a morte de Cristo ou mesmo da Idade Média com o da cultura pop moderna atual. Diga-se de passagem, podem-se encontrar representações de Jesus Cristo na arte asiática sendo retratado como um oriental e na arte africana sendo retratado como um negro. Retratos esses que foram feitos por artistas que se basearam no fenótipo, na aparência física e na indumentária das pessoas com as quais eles conviviam no dia a dia deles.

Foto – Pintura japonesa na qual Cristo é retratado com feições orientais e trajando roupas típicas japonesas.

Além disso, esses lacradores de plantão vêm com conversas de que a sereia é um ser mitológico, inexistente no mundo real, e que, portanto, ela pode ter qualquer aparência.

Só que o que eles não entendem (e talvez nem saibam) é que a Pequena Sereia da Disney é uma personagem que foi inspirada na personagem homônima que dá nome a um conto escrito em 1837 pelo escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, o mesmo autor de contos como a Rainha da Neve (conto esse que serviu de inspiração para a Disney produzir Frozen), o Patinho Feio, a Roupa Nova do Rei, o Rouxinol e o Imperador da China, o Soldadinho de Chumbo, os Cisnes selvagens e tantos outros. Em 1989 a Pequena Sereia ganhou uma adaptação na forma de filme animado nas mãos da Disney.

Foto – Hans Christian Andersen (1805 – 1875).

É verdade que em filmes mais antigos houve casos em que personagens históricos e literários foram interpretados por atores que não correspondiam ao fenótipo original deles. Citemos o exemplo do filme sobre Čingis Khan, uma produção de 1965 feita em conjunto entre Iugoslávia, Alemanha Ocidental, EUA e Inglaterra e que no Brasil ganhou dublagem por meio do estúdio paulistano da finada AIC (Arte Industrial Cinematográfica – que posteriormente virou a BKS).

Nesse filme dos anos 1960 o conquistador mongol que viveu nos séculos XII e XIII foi interpretado pelo ator egípcio Omar Šarif e no Brasil ganhou a voz de Carlos Campanile (que depois se tornou célebre por dublar personagens como Flash Gordon em Defensores da Terra, Thor de Fekda e Durval em Cavaleiros do Zodíaco, Demon em Samurai Warriors e o vilão icônico Freeza em Dragon Ball Z, GT e Super). A esposa principal de Čingis Khan, Bortė, foi interpretada pela atriz francesa Françoise Dorléac (a irmã mais velha de Catherine Deneuve) e no Brasil ganhou a voz da finada Sandra Campos (voz de personagens como a Jeda em Defensores da Terra, Glória em Chaves e Esmeralda em A Feiticeira). Um dos principais generais de Čingis Khan, Subotai, foi interpretado pelo ator inglês Kenneth Cope e no Brasil ganhou a voz do finado Chico Borges (voz de personagens como o Leão da Montanha no desenho homônimo, Hannibal Smith em Esquadrão Classe A, Capitão Oda em Cybercop, Barlok em Street Fighter II Victory, além de ter sido o narrador das duas primeiras temporadas do seriado do Batman dos anos 1960 e de séries tokusatsu como Jaspion, Changeman e os 10 primeiros episódios de Flashman). Entre outros exemplos que podem ser citados.

Entretanto, há um abismo de diferença entre um filme como esse dos anos 1960 e o presente filme vindouro da Disney. Visto que não vejo no primeiro filme o mesmo desejo de lacrar e de impulsionar uma agenda de politicamente correto e militância woke como vejo nessa e em várias outras produções atuais da Disney e de outros estúdios. E é bem possível que à época os estúdios envolvidos na produção do filme tivessem poucos atores de origem asiática a disposição deles. Em outras palavras, que o presente elefante na sala não estava presente em filmes como esse.

Foto – Omar Šarif (1932 – 2015) como Čingis Khan (à direita) e Françoise Dorléac (1942 – 1967) como Bortė no filme de 1965 sobre o fundador do Império Mongol.

O que podemos dizer a respeito disso? Primeiro de tudo, isso não é nenhuma surpresa. Afinal, estamos falando da Disney, um dos maiores conglomerados do mundo do showbusiness, que nos últimos anos comprou estúdios como a Lucas Films, a Fox, a Marvel e tantos outros e que de uns tempos para cá vem de forma massiva enfiandoconteúdo LGBT em produções direcionadas ao público infantil (tipo de conteúdo esse que nos anos 1990 sofria pesadas censuras nos EUA). A ponto de veicular cenas de beijos entre pessoas do mesmo sexo no desenho Star versus as Forças do Mal, um desenho que é direcionado ao público infanto-juvenil, e não a um público mais maduro como South Park.

O que aqueles que batem palmas para a escolha da Disney não entendem é que por trás de coisas como a Disney escalar uma atriz afro-americana para interpreta a Ariel há toda uma agenda sombria por trás da mensagem de “tolerância, inclusão de minorias e combate ao racismo” que é vendida ao público. E é aí que está o elefante na sala, o ponto nevrálgico da questão que está sendo colocada.

Lembram que em 2010, no vídeo sobre as bandas coloridas, o Felipe Neto (vulgo garoto colorido) disse que chegaria o dia em que seria errado você ser heterossexual? Pois bem, isso não se aplica apenas à esfera da sexualidade. O buraco está ainda mais embaixo. Também chegará o dia, por exemplo, em que será errado você professar alguma religião, comer carne de verdade, falar o idioma corretamente, e até mesmo ter um cachorro, um gato ou um coelho em casa. Também será errado você ser branco.

Hoje estamos vendo produtoras como a Disney colocando uma atriz negra para interpretar a Ariel, assim como a criação de um Superman bissexual e a inserção de uma chefe viking negra no seriado Vikings. E amanhã, o que a mesma Disney ou mesmo outras produtoras como o Netflix e a Amazon farão? Quem não me garante que um dia veremos um filme sobre a história da vida de importantes figuras históricas como Napoleão Bonaparte, Richard Wagner e Bruce Lee, por exemplo, no qual o protagonista do filme será interpretado por um ator negro? Em outras palavras, de essas produtoras com o tempo dobrarem, ou mesmo triplicarem as apostas e ficarem cada vez mais ousadas nos filmes posteriores delas? E daí para ser branco se tornar algo passível até mesmo de execração pública e cancelamento por parte de justiceiros sociais e de militantes de grupos abertamente racistas como o Black Lives Matter é praticamente que um passo. Entenderam o jogo delas, ou precisa desenhar?

É aquela velha história da rã cozida na panela quente, que no fim das contas morre por conta do contato prolongado com a água que é progressiva aquecida ao longo de vários minutos.

É que nem a questão do idioma. Há uns 15 anos, uma turminha descolada veio com uma conversa de que é errado chamar favela por seu próprio nome e a denominação correta para esse tipo de lugar é comunidade e sob o pretexto do combate ao racismo que também é errado utilizar palavras como denegrir, criado mudo e outras por supostamente remeterem à escravidão (algo sobre o qual o Professor José Paulo Netto se queixa em palestras de 2012).

Os anos passaram, e hoje vemos essa mesma gente falar em linguagem neutra/não binária para agradar ao pessoal da sopinha de letras. E amanhã, o que mais eles proporão? Quem não me garante que lá na frente eles não comecem a falar em proscrever o uso de expressões de uso corrente como boi de piranha e bode expiatório por supostamente evocar matanças de animais ou coisa do tipo? Uma coisa é certa: eles não vão parar nesse ponto. Em ambos os casos.

E entendam uma coisa: a questão aqui colocada nada tem a ver com a atriz que irá interpretar a Ariel no filme, e sim com a Disney e o que ela pretende com esse tipo de coisa. Conhecendo a atuação pregressa da Disney e de outros conglomerados cinematográficos e o que eles andam fazendo, podem ter certeza de que coisa boa para nós não é o que eles têm em mente.

E por fim, um aviso: espero que esses lacradores de plantão que hoje batem as palmas para a Disney por ter transformado a Pequena Sereia em uma negra com dreadlocks para que quando a mesma Disney resolver fazer um filme do Pantera Negra albino de olhos azuis Super Saiyan que não fiquem chateados e nem esperneiem. Ou quando o Neftlix produzir um filme sobre o Nelson Mandela e escalar para interpretá-lo um ator norueguês loiro de olhos azuis que mais parece um viking dos tempos medievais.

Foto – “A adaptação cinematográfica da biografia de Gorbačev do Netflix irá parecer algo assim” (em russo). Será esse o futuro que as futuras produções cinematográficas de estúdios como a Netflix e a Disney nos aguarda, com o precedente que o atual filme da Pequena Sereia está dando?

Fontes:

An elephant in the room (em inglês). Disponível em: AN ELEPHANT IN THE ROOM | Significado, definição em Dicionário Cambridge inglês

A Pequena Sereia (2023). Disponível em: A Pequena Sereia (2023) – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

A rã que não sabia que estava sendo cozida. Disponível em: A rã que não sabia que estava sendo cozida | Metáforas (metaforas.com.br)

Disney divulga o primeiro trailer da nova adaptação do clássico A Pequena Sereia. Disponível em: REPRESENTATIVIDADE: Disney divulga trailer da nova adaptação de a Pequena Sereia (awebic.com)

Elephant in the room (em inglês). Disponível em: Elephant in the room - Wikipedia

Genghis Khan. Disponível em: Genghis Khan (dublanet.com.br)

Hans Christian Andersen. Disponível em: Hans Christian Andersen – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

Um elefante na sala. Disponível em: «Um elefante na sala» - O nosso idioma - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa (iscte-iul.pt)

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Resenha do episódio "Meninas na Mesa" (South Park - 7x23)

 

Foto – Cena do episódio “Meninas na Mesa”, de South Park.

Recentemente, um travesti que se diz mulher foi filmado dentro do banheiro feminino em uma escola de Minas Gerais. Esse ocorrido chegou ao conhecimento do vereador belo-horizontino Nikolas Ferreira (político ligado ao Partido Liberal, figura essa da qual não nutrimos grande simpatia).

Uma polêmica entre ele e as políticas do PSOL Bella Gonçalves e Iza Lourença irrompeu, com bate-boca na Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte. Além disso, a influenciadora digital Laura Sabino chamou o vereador do PL para uma luta por meio de suas redes sociais. Mas não é sobre isso em específico que quero falar na presente resenha.

Quero aproveitar o episódio em questão para fazer uma resenha do episódio de South Park “Meninas na Mesa” (em inglês “Board Girls”). A propósito, lembrando que anteriormente também fizemos resenha de outro episódio de South Park, o 14 da temporada 6.

O episódio em questão foi lançado no dia 13 de novembro de 2019 pela rede Comedy Central, sendo o episódio de número 304 de South Park e o sétimo da temporada 23. Pois se trata de um episódio que aborda justamente esse assunto: a invasão dos espaços femininos por parte de homens cirurgicamente mutilados que passam a se considerar a si mesmo mulheres.

O episódio em questão começa mostrando o dia a dia do casal Dama de Fibra e Diretor PC e seus filhos, os bebês PC. Enquanto o casal treina para a Competição das Mulheres Fortes, os bebês PC (cinco ao todo) assistem a alguns desenhos e filmes animados na televisão, entre eles Mulan.

Em seguida, na escola primária de South Park, o diretor PC anuncia na quadra de basquete, perante todos os alunos da escola, que a esposa dele irá participar da competição das Mulheres Fortes em Morrison. O anúncio é seguido por um discurso motivacional por parte da Vice-Diretora, exortando as garotas a participarem dos jogos escolares e dos clubes.

Na cena seguinte, em uma das salas da escola, lá estão Cartman, Stan, Butters, Scott e Clyde jogando um jogo de tabuleiro, até que o conselheiro Mackey abre a porta da sala e apresenta ao quinteto duas garotas, Tammy e Nicole. Sob o pretexto de que os clubes são inclusivos, as duas garotas entram para o clube de Cartman.

Diante das garotas, Cartman diz que hoje é dia de “Dugens and Dragons”. Por isso, não teria como elas jogarem, visto que para isso teriam que criar personagens e outras coisas mais. Mas, para a surpresa dele e dos outros garotos presentes na mesa, as duas já criaram os personagens delas, no que os deixou boquiabertos. Os garotos não sabem o que fazer diante das recém-chegadas.

Em Morrison, Colorado, tem início a 6ª competição anual das Mulheres Fortes. Enquanto a atual campeã do torneio, a Dama de Fibra, se aquece, um repórter a entrevista e lhe faz algumas perguntas. Ao saber que essa é a primeira vez em que o torneio terá uma competidora trans, a Dama de Fibra fica contente, até saber de quem se trata: Heather Swanson. Que, segundo as palavras da própria, se assumiu como mulheres duas semanas antes disso e quer competir para poder espancar mulheres enquanto fica exibindo seus músculos.

A competição transcorre, e algo salta aos olhos: Heather Swanson consegue feitos impensáveis para as outras competidoras femininas, e vence a Dama de Fibra no cabo de guerra. Ela se sagra vencedora da competição ao fim de tudo e se diz a mais forte de todas. No carro, junto com o marido e os cinco filhos, a Dama de Fibra volta para casa, cabisbaixa, não se conformando com o resultado final da competição.

Na sala do conselheiro Mackey Butters, Cartman e Scott se queixam da presença de garotas nos jogos deles. No refeitório da escola, junto de Kyle, Stan e Kenny, discutem uma maneira de como virar o jogo contra as garotas.

Longe dali, Heather Swanson aparece na casa do diretor PC e da Mulher de Fibra só para esfregar na cara deles que ela os venceu na competição. Ela fica se exibindo perante os bebês, e o diretor PC pede para que ela vá embora da residência deles. Os dois começam a trocar farpas. O diretor PC diz que embora seja um grande defensor dos transexuais, diz que Heather é uma péssima competidora. Heather, por seu turno, acusa o diretor PC de ser transfóbico. No fim, a Mulher de Fibra apazigua os ânimos entre as duas partes e Heather Swanson vai embora, mas ainda assim se gabando do título que obteve.

Depois de uma breve passagem pela escola entre os meninos e as garotas, vemos uma entrevista com Heather Swanson. No meio da entrevista ela começa a provocar a Mulher de Fibra em rede nacional e a desfiá-la. Enfim, revela-se quem na verdade é Heather Swanson: Blade Jaggerd, ex-namorado da Mulher de Fibra, que após o término do namoro dos dois prometeu voltar para se vingar dela.

Na escola, enfim os garotos conseguem o sossego para poder jogar como queriam. Até que por meio de Butters ficam sabendo que as meninas fundaram os clubes de jogos próprios dela. E o conselheiro não deixa que os meninos fiquem no espaço deles sob a alegação de que isso não permitido por conta da nova política da escola. O que, obviamente, deixa os garotos nem um pouco contentes com o que acabaram de ouvir. Uma política que, segundo as palavras de Stan, é imbecil.

Em um parque, o diretor PC, sentado em um banco depois de ver que passou a ser taxado de transfóbico por conta de uma briga que teve com Heather Swanson (vulgo Blade Jaggerd), desabafa com a mulher. Ele começa a chorar, temendo a reação dos bebês depois de tanto ensinar a eles a serem pessoas tolerantes, em especial em relação a minorias. O diretor PC desabafa e diz que não derrubou Heather Swanson por ser transexual, e sim por se tratar de um babaca e ex-namorado dela.

Na quadra da escola, os diretores reúnem as crianças para um aviso. Confessam que estão tendo uns problemas e que estão lutando muito para resolvê-los. E chamam Heather Swanson/Blade Jaggerd para palestrar para os alunos da escola. Jaggerd então abre o jogo: que nesse mundo só uma única coisa importa – ser o melhor. E que a vice-diretora ensina as meninas a serem fortes, mas que nas competições só chega em segundo lugar. Depois de provocar e humilhar o diretor PC e dizer que ninguém se espelha em vencidos, afirma que todas as vezes em que vence uma mulher ele se sente o melhor e que por isso ele é o melhor.

Então Tammy e Nicole a chamam para enfrenta-las em jogos de tabuleiro. Swanson/Jaggerd é vencido pelas meninas, e afirma que elas só venceram porque decoraram todas as regras dos livros, que quando joga esse tipo de jogo apenas quer ser um pirata ou um astronauta e que isso não é justo. Com ele Cartman concorda. O episódio termina com Cartman e Jaggerd fundando o próprio clube deles, as garotas cantando vitória, o diretor PC tomando coragem para entrar em casa e encarar os próprios filhos dele e junto com a Dama de Fibra tendo uns momentos felizes com eles.

O que o episódio em questão mostra? Como não poderia deixar, esse episódio causou muita polêmica e até foi taxado de transfóbico e rótulos similares. Mas, pelo que li, eles não entenderam a mensagem que o episódio quis de fato passar.

Primeiro de tudo, é um episódio que diz muito mais não sobre atletas trans no esporte feminino em si (que por si só já é um contrassenso, diga-se de passagem), mas sim sobre as pessoas que apoiam esse tipo de coisa sem se dar conta das consequências perigosas que isso, inexoravelmente, trará. Pessoas essas que comumente confundem tolerância com aceitação, verdadeiros tolerastas.

Nele vemos o diretor PC enfim ser picado pela serpente de cujo ovo ele mesmo veio chocando desde a temporada 19 (é só assistirem aos episódios das temporadas anteriores para verem isso). O diretor PC, assim como a Mulher de Fibra, é o típico sujeito que bate palmas para esse tipo de coisa como uma forma de sinalização de virtude, sem se dar conta de que está chocando o ovo da serpente que lá na frente irá picá-lo.

Eles, de início, acham lindo e até exortam e encorajam as garotas a tomarem os espaços dos garotos na escola. E em um primeiro momento também acham bonito o próprio espaço da Mulher de Fibra sendo invadido por homens biológicos que se dizem sentir mulher por dentro em nome da inclusão de minorias e da diversidade. Até que os problemas começam a aparecer quando eles se deparam com alguém mal-intencionado invadindo o espaço dela (e de com esse sujeito vencendo as mulheres no próprio campo delas com a maior facilidade do mundo e obtendo façanhas que elas apenas podem sonhar).

No fim das contas, abriram os portões do inferno. E é essa a ferida que o episódio em questão toca. De que esses lacradores em questão, que não raro vivem aplicando bofetadas no bom senso e na lógica, nunca se dão conta dos problemas que estão a criar em nome da agenda ideologia deles. E que se essa invasão de espaços ocorre, é porque há gente que acha isso lindo e até apoia.

E detalhe: são os mesmos lacradores de plantão que dizem defender a ciência quando é para atacar tipos como terraplanistas, criacionistas, anti-vacinas e outros desta estirpe. Os chamam de negadores da ciência. Tratam a ciência como se fosse uma espécie de Santa do Altar que não pode ser questionada em hipótese alguma. Mas, quando a mesma ciência vai contra ou não está de acordo com os dogmas deles, a conversa muda de tom por completo (sendo que os primeiros ao menos colocam o dedo na ferida e questionam a lisura da ciência que nós temos hoje, ainda que por vias tortas).

Em sua eterna busca por aquilo que eles chamam de justiça social, tipos como o diretor PC e a Mulher de Fibra (ou mesmo as referidas vereadoras do PSOL) de tudo fazem. Incluindo achar maravilhoso esse tipo de situação. Tudo em nome da inclusão e do combate ao preconceito. E não se dando conta de que pessoas mal-intencionadas podem se aproveitar dessa situação em favor deles para levar adiante vinganças particulares, por exemplo.

Em nome da inclusão e do combate ao que eles chamam de preconceito, homofobia, transfobia e outras palavras afins, eles acham lindo e maravilhoso coisas como, por exemplo, que os espaços femininos sejam cada vez mais invadidos por homens biológicos, vide casos de transgêneros no esporte feminino (onde é muito comum, por exemplo, atletas que eram medíocres nas competições masculinas começarem a se destacar uma vez que entram nas competições femininas – vide o caso do jogador de vôlei Tiffany). Não é de se surpreender que em um caso dessa natureza, essa mesma gente ache lindo que homens cirurgicamente mutilados estejam também aparecendo em banheiros femininos de escolas. Tudo em nome da inclusão, da diversidade e do combate ao preconceito. E dos portões do inferno que eles mesmos estão abrindo e dos ovos de serpente que eles estão chocando.

Foto – Mais uma cena do episódio em questão.

Fontes:

Debate – Nikolas Ferreira x esquerda (homem TRANS em banheiro feminino). Disponível em: Debate - Nikolas Ferreira x esquerda (Homem TRANS em banheiro feminino) - YouTube

Garotas de Tabuleiro. Disponível em: Garotas de Tabuleiro | Wiki South Park | Fandom

Influenciadora de MG convoca vereador do PL para briga – “Luta justa”. Disponível em: Influenciadora de MG convoca vereador do PL para briga: "Luta justa" (metropoles.com)

South Park recebe críticas por episódio com atletas trans. Disponível em: South Park recebe críticas por episódio com atleta trans - 14/11/2019 - UOL Esporte

terça-feira, 31 de maio de 2022

O caso Carolina Cimenti e o ataque à língua portuguesa

Foto – Carolina Cimenti, correspondente da Globo nos Estados Unidos.

Mais uma vez, recordar é viver.

Quem acha que o ataque que hoje vemos à língua portuguesa é um fenômeno isolado do resto do mundo está muito enganado. Como também muito enganado está quem acha que isso começou agora, com a famigerada linguagem neutra. E igualmente enganado está quem acha que isso terminará nesse ponto.

Recentemente, a jornalista da Globo News Carolina Cimenti, correspondente da emissora da família Marinho nos Estados Unidos desde 2016, teve que se desculpar em rede nacional por usar a palavra denegrir (uma palavra de origem latina, que nada tem de racista) durante a transmissão do “Globo News em pauta” do dia 24 de maio de 2022.

Ela usou a palavra em questão ao falar sobre o ministro Damien Abad, recém-nomeado por Emanuel Macron para o cargo do ministério da Solidariedade, Autonomia e Pessoas com deficiência, sobre o qual recaem acusações de violência sexual por parte de duas mulheres.

Ao usar a palavra em questão, ela tomou uma corrigida do apresentador Marcelo Cosme. Ele chamou a atenção da colega com as seguintes palavras: “Nós cometemos escorregões às vezes, e precisamos lembrar para não acontecer. Você usou uma palavra que nós não usamos mais: denegrir. Como nós temos essa liberdade, quis chamar sua atenção para você se desculpar e não comentaremos mais sobre isso”. A jornalista em seguida pediu perdão, certamente temerosa de um eventual cancelamento dela em redes sociais por parte de certas militâncias de justiceiros sociais.

Mas as coisas não param por ai.

Um pouco antes disso, em sete de maio de 2022, tivemos um bizarro discurso durante o lançamento da chama Lula-Alckmin. Pérolas dignas de vestibular foram proferidas pela apresentadora:

“Quero aqui fazer um escurecimento, ou esclarecimento. Como nós respeitamos as leis, a legislação e as instituições, é importante avisar e deixar claro ou escuro que hoje nós não estamos lançando candidaturas, nós estamos lançando sim um movimento (...) estou aqui para dizer que vamos juntas, vamos juntos, vamos todas e todos em busca da felicidade de fazer esse país sorrir de novo (...) e garantir que todas, todos e todes brasileiros tenham o direito (...)”.

Além disso, antes disso vi um pouco da nova novela do SBT, “Poliana Moça” (novela estilo Violetta estrelada por Sophia Valverde e continuação de “As Aventuras de Poliana”, produzida entre 2018 e 2020), e fiquei abismado de ver que a favela que lá aparece é chamada de comunidade.

Recuando mais no tempo, em 2020, a renomada historiadora Lilia Schwarcz (a mesma a qual nós respondemos em “Freeza e Rei Vegeta – parte VIII”, mas por conta de um vídeo mais recente por ela publicado), autora de obras sobre o Império e a Primeira República Brasileira, postou um vídeo com o seguinte título: “16 termos racistas para abolir de seu vocabulário”. Entre essas palavras e expressões estão inclusas denegrir, mulata, lista negra, mercado negro, boçal, criado mudo e a “coisa está preta”.


Hoje muito se fala na (suposta) necessidade de implantação da famigerada linguagem neutra (também conhecida como não binária) no idioma português sob o pretexto da criação de uma linguagem inclusiva para determinadas minorias sexuais (em especial o pessoal da sopinha de letras).

Levando em consideração todo esse histórico de ataques sutis ao idioma sob o pretexto do combate ao racismo que já vem de muitos anos atrás, enfim chegou a hora de ligarmos os pontos.

Em minha humilde opinião, essa história toda a respeito da linguagem neutra (que pode ser vista na novela da Rede Globo “Cara e Coragem”) nada mais é que o escalonamento natural e inexorável do fato de que lá atrás, há uns 10, 15 anos, uma série de malabarismos linguísticos começou a ser feita em nome do combate ao racismo secular da sociedade brasileira.

Segundo tais malabarismos, uma língua limpinha e cheirosa, um arremedo de novilíngua a la 1984, foi criado na qual favela passou a ser chamada de comunidade. Negro virou afrodescendente. Índio virou povo originário. É errado utilizar palavras e expressões como denegrir, criado mudo e “as coisas estão pretas”. Entre tantas outras coisas.

E o que é isso, se não um terraplanismo linguístico? Visto que, por exemplo, palavras como denegrir nada têm haver com racismo, e dessa forma distorcendo os significados das palavras de forma a levar adiante a agenda deles?

Uma das poucas vozes que se posicionaram contra esses malabarismos linguísticos foi o professor José Paulo Netto. Em uma palestra datada de 2012, o professor de Juiz de Fora e militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) ele se queixa disso e classifica isso como uma “hipocrisia pequeno-burguesa”.

Anos mais tarde, mais precisamente, em 2018, o professor e comentarista político Marco Antônio Villa também se queixa desses malabarismos linguísticos. Chama isso de uma farsa montada por intelectuais da zona sul do Rio de Janeiro, entre outras pessoas.

Também digna de nota é a música “Favela vive 2”, de MV Bill. Na música do rapper carioca, este também critica esse tipo de malabarismo linguístico. Segundo um trecho da música do rapper, “não dá para acreditar que vai mudar se trocar o nome de favela para comunidade. Pouco importa a nomenclatura se falta cultura”.

Na trama de Poliana Moça, pelo que eu vi, na favela em questão atua um bandido chamado Cobra (e antes dele no mesmo local atuava um bandido chamado Rato em “As aventuras de Poliana”). E então lhes pergunto: acaso mudando o nome de favela ou cortiço para comunidade bandidos como o Rato e o Cobra (assim como qualquer um que tenha reinado por lá antes deles e que vier a reinar depois deles) vão deixar de extorquir, chantagear e pisar em cima das pessoas que lá moram? E também irá mudar as condições de vida das pessoas que lá moram? Fará com que as residências dessa localidade deixem de ser precárias? Acabará também com os surtos de doenças que periodicamente por em locais como esses? Os moradores da favela enfim terão acesso a bens como água encanada e esgoto? A resposta para todas essas perguntas é um sonoro não.

Ontem, a língua portuguesa foi acusada de ser racista por conta da presença de palavras como denegrir, criado mudo e outras que supostamente fazem alusão ao período da escravidão negra no Brasil. Hoje, a aposta está sendo dobrada por meio de acusações de que a mesma língua portuguesa é sexista, machista por causa da divisão de gêneros e até mesmo transfóbica por não comportar gênero neutro (um gênero que geralmente é usado para se referir a coisas e objetos nos idiomas que a usam, como o alemão, o russo, o grego, o romeno, o polonês e o tcheco). E amanhã, o que mais virá? Não sei o que virá depois, mas uma coisa é certa: está se criando uma situação na qual será errado você falar o idioma pátrio corretamente. Não só errado, como também passível de estigma e cancelamento em redes sociais por zelotes justiceiros sociais e até mesmo de multa ou prisão, na pior das hipóteses. Da mesma forma que, por exemplo, um dia será errado você ser heterossexual, cis-gênero ou comer carne de verdade. Entre tantas outras coisas.

Em 1991, Enéas Carneiro fez uma pequena participação na Praça É Nossa, no SBT. Na ocasião, ele dividiu a bancada com Carlos Alberto da Nóbrega e o finado Borges de Barros (que interpretou o Mendigo Milionário no programa em questão e que se tornou notório por dublar personagens como o Doutor Smith em Perdidos no Espaço, Moe Howard em Três Patetas, Pinguim em Batman anos 1960, Edin em Jaspion, Gigars em Cavaleiros do Zodíaco e Mestre do Haduko em Street Fighter II Victory). Lá, o pronista, finado em 2007, expressou indignação com pequenos erros de português que à época podiam ser vistos em ruas de grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Uma coisa é certa: ele deve estar se revirando do túmulo vendo o que está acontecendo agora. Pois o que ele viu à época é café pequeno perto do que vemos hoje.


Fontes:

Comentarista se desculpou após usar o termo “denegrir” ao vivo. Disponível em: Comentarista se desculpou após usar o termo 'denegrir' ao vivo (uol.com.br)

Correspondente da Globo nos Estados Unidos usa termo racista e é corrigida por apresentador ao vivo. Disponível em: Carolina Cimenti usa termo racista e é corrigida por apresentador ao vivo

Denegrir – origem da palavra denegrir. Disponível em: Origem da palavra DENEGRIR - Etimologia - Dicionário Etimológico (dicionarioetimologico.com.br)

Jornalista da Globo é obrigada a pedir desculpas por usar a palavra “denegrir”. Disponível em: Jornalista da Globo é obrigada por apresentador a pedir desculpas por usar a palavra "denegrir" - YouTube

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Companhia Disney a serviço de Sodoma (texto traduzido do russo + comentários meus)

 

“Falar sobre o homossexualismo em um contexto positivo ou neutro, o mais alto e frequentemente possível” – assim estabelece o primeiro princípio da propaganda gay. A ideia que está na base desta regra é bem simples: quanto mais vocês se chocam com determinado comportamento, então ele se mostra cada vez mais normal. É exatamente com isso que se engaja a companhia cinematográfica de Walt Disney, que começou a promover o homossexualismo (mesmo em seu próprio detrimento) ainda muito antes de isso se tornar mainstream. A abundância de temas homossexuais em produções destinadas a crianças levou a um boicote de nove anos da Disney por parte da American Family Association[1].

Desde 1991 a Disney World realiza anualmente os “Dias Gays” (Gay Days), onde a libertinagem e consumo de narcóticos na frente de crianças causou repúdio até mesmo por parte de determinados ativistas LGBT.

Desde 1995 a Disney concede benefícios privilégios especiais aos funcionários que se encontram em coabitação homossexual. A companhia cinematográfica ativamente se posicionou contra a lei da proteção do casamento que determinava o casamento como “a união de um homem e uma mulher”. Cerimônias nupciais de mesmo sexo são realizadas nos territórios de Walt Disney desde 2007.

A seguir seguem exemplos de personagens LGBT na produção da Disney.

O travesti Divine serviu de modelo para a bruxa Úrsula do desenho “A Pequena Sereia”.

Uma dupla de lésbicas da série animada “Doutora Brinquedos”.

Dupla de lésbicas do desenho “À procura de Dory”. A arraia-transgênero sobre a qual a lésbica assumida que dubla Dory Ellen DeGeneres revelou antes do lançamento do filme foi cortada na versão que saiu para locação.

Casal de lésbicas do seriado “Boa sorte, Charlie!”.

“Nas etapas iniciais as lésbicas deveriam ser apresentadas de forma mais visível que os gays, já que a relação dos heterossexuais em relação às lésbicas é menos hostil, e os preconceitos deles confusos e não tão numerosos. As mulheres, geralmente, são percebidas de forma menos ameaçadora e mais vulnerável que os homens, e, portanto, é mais provável de despertar simpatia”, receitam os elaboradores da propaganda gay, e a Disney está de acordo com eles.

Ruby e Dorothy do seriado “Era uma vez”.

Seriado sobre adolescentes homossexuais “Andi Mack”.

Par homossexual de antílopes do desenho “Zootopia”. Dos créditos tornou-se sabido que eles têm um sobrenome duplo: Oryx-Antlerson, que atesta sobre a “união matrimonial” entre eles, por assim dizer.

Dupla de homossexuais do desenho “Gravity Falls”.


Duplas homossexuais se beijando do desenho “Star versus as Forças do Mal”.

Coming-out no seriado televisivo “The Lodge: música e segredos”.

No novo filme “A Bela e a Fera” Lefu é um homossexual assumido.

No desenho “Frozen”, o lojista Oaken, se dirigindo a um homem com quatro crianças na sauna, balbucia afetuosamente: “Olá, família!”.

Além disso, muitos acham que a relação das irmãs sugere uma alusão às relações homossexuais.

Nas redes sociais ocidentais foi lançada a campanha “Dê a Elsa uma namorada”, que exorta a companhia cinematográfica tornar claro o significado velado. O jornal britânico Telegraph escreve o seguinte:

“Frozen é o mais amigável aos LGBT de todos os filmes da Disney até hoje. O lojista Oaken é considerado a primeira representação explícita de personagem LGBT na história do estúdio... As habilidades mágicas de Elsa são consideradas como uma metáfora da homossexualidade, e o filme é dedicado a se assumir. A música vencedora do Oscar Let It Go[2], onde Elsa festeja o reconhecimento de sua verdadeira essência, se tornou hino LGBT... Os participantes da campanha pedem para que o subtexto torne clara e revele a homossexualidade de Elsa na continuação programada para 2019”.

Texto da canção:

“Não podem vir, não podem ver
Sempre a boa menina deve ser
Encobrir, não sentir, nunca saberão
Mas agora vão

Livre estou, livre estou
Não posso mais segurar
Livre estou, livre estou
Eu saí pra não voltar
Não me importa o que vão falar
Tempestade vem
O frio não vai mesmo me incomodar”


O curta-metragem “Out[3]” apresenta o primeiro herói protagonista que é um homossexual assumido.

No desenho “Onward[4]” aparece uma policial ciclope violeta, a oficial Specter, que é uma lésbica assumida (e como tal dublada).

Lésbicas se beijando em “Star Wars: Episódio IX – a ascensão de Skywalker”.

Personagens LGBT na série animada “Casa Coruja”.

Linha temática da Disney para crianças por ocasião do “Mês do orgulho” 2021.

Fonte: КОМПАНИЯ ДИСНЕЯ НА СЛУЖБЕ СОДОМА (vk.com)

MEUS COMENTÁRIOS

Recordar é viver.

Lembram-se da polêmica entre o Felipe Neto e o Silas Malafaia, de 2017, na qual o garoto colorido saiu em defesa da Disney depois que o pastor protestante conclamou a um boicote ao conglomerado cinematográfico depois que cenas de beijos entre pessoas do mesmo sexo foram veiculadas no desenho Star versus as forças do mal, um desenho dedicado ao público infanto-juvenil (e não um desenho como South Park que é destinado a uma audiência mais madura)? Pois bem, nesse texto de 2018 por mim traduzido estão as imagens que foram o pivô da polêmica entre os dois (e na qual o canal Meteoro, como não poderia deixar de ser, cerrou fileiras com o garoto colorido e a Disney).





E essa é a mesma Disney que nos últimos anos veio adquirindo estúdios como a Lucas Films e até mesmo a Marvel e a Fox. Agora os últimos lançamentos de heróis do selo Marvel e os últimos episódios de Star Wars estão sendo lançados pela Disney. A Anastasia virou princesa Disney, e os Simpsons também agora são da Disney. A propósito, será que um dia o Bob Esponja também será da Disney (caso um dia a Nickelodeon venha a ser adquirida pela Disney ou com ela se fundir)? Ou será que nesses jogos do mercado acionário um dia veremos a mesma Disney ser engolida por algum outro conglomerado, que nem aconteceu com a Monsanto?

É verdade que a Disney não é a única que vem embarcando na onda de lacrar em desenhos animados destinados ao público infantil (o Cartoon Network e a Nickelodeon também estão nessa – vide desenhos como Avatar e Steven Universo), e que os pioneiros nisso (até onde eu sei) foram os japoneses em animes como Sailor Moon e Sakura Card Captors (ainda que nesse último as relações de teor homoafetivo fiquem mais na insinuação). Mas o fato é que a Disney vem colocando a coisa de uma forma avassaladora em suas produções, como se ela quisesse lacrar de propósito. Lacrar por lacrar, por assim dizer.

E o gozado (ou talvez o mais trágico) dessa história toda é que o mesmo Felipe Neto que em 2017 saiu em defesa da Disney sete anos antes disso, em 2010, disse que chegaria o dia em que seria errado você ser heterossexual no vídeo sobre as bandas coloridas, e que no vídeo sobre os colírios da Capricho, publicado também em 2010, disse que o Vida de Garoto era um pornô para crianças.


Como ele mesmo disse no vídeo em questão, datado de 2010, quando ele começou a dar seus primeiros passos no mundo do You Tube: “Está virando moda. A situação vai ficar tão escrota que daqui a pouco vai ser errado você ser heterossexual”. E agora ele é um dos que ajudam a tornar essa situação uma realidade (vide o episódio de 2019 da compra de massiva de exemplares de uma HQ).

E é por exemplos como esse que nós vemos o esquema de engenharia social que vem sendo há tempos montado no mundo todo pelos donos do poder mundial. Esquema esse que se dá por diversos meios: direitos LGBT, campanha contra armas, campanha contra cigarro e contra bebida alcoólica sob o pretexto da saúde pública, campanha a favor do aborto sob o pretexto dos direitos reprodutivos da mulher, campanha contra a carne debaixo de pretextos como aquecimento global ao mesmo tempo em que se promove veganismo, ataques ao idioma debaixo de pretextos como racismo em um primeiro momento (quando começaram a chamar favela de comunidade, entre outras coisas) e depois a homofobia e a transfobia (no caso da linguagem neutra), direitos animais sob o pretexto de supostos maus tratos a animais, entre tantos outros exemplos.

Como disse o Olavo de Carvalho (vulgo Sidi Muhammad Ibrahim Isa), em um vídeo de 2007, no qual discorre sobre as campanhas contra o cigarro sob o pretexto da saúde pública, em uma das poucas coisas em que concordo com ele:

“Todas essas campanhas são puro controle social. Tá certo, e note bem. E não é controle social esporádico, o que existe em implantação no mundo é uma concepção global de civilização no qual uma elite internacional prescreverá condutas para toda a humanidade. E condutas que saem da cabeça deles, por que eles acham que são mais do que gênios, eles acham que são profetas que tem na cabeça a solução de todos os males humanos e todo mundo tem que viver do jeito deles”.

Enquanto isso, a esquerda cirandeira e tipos como o Felipe Neto estão ai, defendendo esse tipo de pauta sob o pretexto de uma abstrata luta contra aquilo que eles classificam por palavras como fascismo, fundamentalismo religioso e obscurantismo, e nisso que acabam por cerrar fileiras com entidades e conglomerados como Disney e fundações ligadas aos donos do poder mundial como MacArthur, Ford e Rockefeller. Por essas e outras que, entre outras coisas, vemos na França a Marine Le Pen abocanhar votos que até então eram tradicionalmente dos partidos de esquerda.


NOTAS:

[1] Grupo fundamentalista cristã, baseado no Mississipi, que advoga uma ideologia de fundamentalismo protestante. Boicotou a Disney entre 1996 a 2005.

[2] “Livre Estou”, na tradução para o português brasileiro.

[3] Lançado sob o título "Segredos Mágicos" no Brasil e "Sair" em Portugal.

[4] Lançado sob o título "Dois Irmãos: uma jornada fantástica" no Brasil e "Bora Lá" em Portugal.