sexta-feira, 25 de março de 2016

As imprecisões de Nando Moura: Enéas, Dilma, Lula e os verdadeiros donos do poder no Brasil.


Foto – A escala de poder na sociedade brasileira, de acordo com o que a direita raivosa pensa do alto de sua tacanhice e alienação costumeiras.

No dia 6 de janeiro de 2016, Nando Moura postou um vídeo sobre o falecido Enéas Ferreira Carneiro em seu canal no YouTube, intitulado “Enéas – o maior presidente que não tivemos”. No vídeo em questão, o músico exalta as várias virtudes do político do PRONA (Partido da Reedificação da Ordem Nacional Administrativa), falecido no dia 6 de maio de 2007, ao mesmo tempo em que execra raivosamente Lula, Dilma e o PT. Assim como em outros vídeos em que o guitarrista e vocalista da banda Pandora 101 anteriormente postou, ele comete vários deslizes e proferiu um discurso cheio de lacunas e imprecisões a respeito não só do partido em si como também da verdadeira estrutura de poder vigente na sociedade brasileira (e por que não mundial?) hoje em dia. Vamos falar delas.
Mas antes de tudo, por que falar a respeito? Porque nos últimos tempos nós estamos vendo figuras como ele e Maro Filósofo fazendo uma apropriação indevida da figura do falecido médico e político do PRONA, o qual, caso estivesse hoje vivo, certamente não comungaria com o ideário dessa direita republicanóide (ideário esse que combina conservadorismo social com liberalismo econômico e que eu, parafraseando o grande pensador francês Alain Soral, defino como “a direita dos valores sem a esquerda do trabalho” [ou em francês “le droit[1] des valeurs sans le gauche[2] du travail”]. Em outras palavras, uma direita que ataca o abortista e/ou o maconhista que trabalha na Rede Globo ou em Hollywood, mas que ao mesmo tempo fecha os olhos para o maconhista e/ou abortista engravatado que está encastelado em Wall Street ou na Avenida Paulista), que tem como gurus figuras que incluem Olavo de Carvalho, Marco Feliciano e Jair Bolsonaro e que, nos últimos anos, tem crescido cada vez mais.
Nos primeiros minutos do vídeo, Nando se indigna com o fato de que o povo brasileiro, ao invés de ter elegido como presidente Enéas (a despeito de ser uma pessoa muito culta e com várias formações), ter eleito em seu lugar Lula (político que terminou seus estudos na quarta série) e Dilma Rousseff (que, como ela mesma se mostrou em seus dois governos, não passou de uma burocrata do Partido dos Trabalhadores). Maro Filósofo, ao longo de seu vídeo (intitulado “Lula x Dr. Enéas Carneiro – quem é o verdadeiro herói nacional?” e postado quatro dias antes do vídeo de Nando Moura), também fez questionamento similar. Ambos, em seus respectivos vídeos, tanto falaram e não tocaram no ponto nevrálgico, na ferida do problema (como é de praxe da parte dessa direita), ficando apenas na indignação pura e simples pelo fato de o petista ter sido eleito presidente da República e o pronista não.
Pelo visto, ambos se esquecem (ou talvez não saibam) que o mesmo povo brasileiro que elegeu Lula em 2002 e 2006 e Dilma em 2010 e 2014 também elegeu o Monsieur[3] Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998 e Fernando Collor de Mello em 1989. O antecessor de Lula na presidência do Brasil se formou e pós-graduou na USP em sociologia, deu aula na Universidade de Paris X – Nanterre, na Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais e na Sorbonne na França, em Berkeley e Stanford nos EUA e em Cambridge na Inglaterra, escreveu mais de 20 livros (entre eles “Dependência e Desenvolvimento na América Latina: ensaio de interpretação sociológica”, escrito em parceria com o falecido sociólogo chileno Enzo Faletto), recebeu 29 títulos de doutor honoris causa de universidades brasileiras e estrangeiras, entre outras honrarias. E antes de FHC, o povo brasileiro elegeu Fernando Collor de Mello, que foi, entre outras coisas, presidente do clube de futebol alagoano CSA (Centro Esportivo Alagoano). A questão ai envolta não é o fato de a pessoa ser ignorante ou não, e sim o fato de que Lula e Dilma, assim como Fernando Henrique Cardoso e Collor, são serviçais do sistema que ai está, ao passo que Enéas, assim como o também falecido Leonel de Moura Brizola (o qual, em sua entrevista ao programa Roda Viva em 1994, disse que Lula e FHC tinham suas mentes inseridas dentro do sistema e que se acotovelavam entre si para executar o projeto neoliberal, com o petista vindo por baixo e o tucano por cima), não era. E, como todos nós sabemos, os dois morreram sem serem presidentes.


Foto – O que Brizola disse sobre Lula e FHC em sua entrevista ao programa Roda Viva em 1994.

Diversas foram as manobras feitas pelo poder por trás do trono para que ambos não se tornassem presidentes e assim manter seu status quo. Em seu texto “’Eleições’ no modelo dependente”, publicado em 2014, o ex-participante do PRONA Adriano Benayon fala a respeito disso. No caso de Brizola, uma delas foi o incentivo e apadrinhamento do próprio PT da parte do general Golbery do Couto e Silva. Manobra essa inserida dentro do contexto de redemocratização e abertura política do Brasil, feita com o intuito de criar um contraponto ao político gaúcho (que era o verdadeiro pesadelo das classes dominantes brasileiras e do capital multinacional a elas associados, e não Lula) dentro da esquerda brasileira. Contraponto esse nascido dos sindicatos das multinacionais estabelecidas no ABC Paulista e da sociologia de faculdades como USP e Unicamp. O mesmo Golbery também manobrou para dar a sigla do velho PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) para Ivete Vargas, a oportunista sobrinha de Getúlio Vargas. Assim, Brizola teve que fundar uma sigla nova, o PDT (Partido Democrático Trabalhista). Em 1982, quando se candidatou pela primeira vez ao governo do estado do Rio de Janeiro, houve o escândalo Proconsult, que consistia em um esquema informatizado de apuração dos votos feito pela empresa Pronconsult (associada ao Regime Militar) para transferir votos brancos e nulos para seu adversário e candidato do sistema, Moreira Franco. Mas no fim o esquema foi descoberto e denunciado pelo Jornal do Brasil e Brizola foi eleito governador.


Foto – Golbery do Couto e Silva (1911 – 1987), o padrinho político de Lula e do PT.

Na eleição presidencial de 1989, para impedir que Brizola se elegesse presidente, recorreu-se a expedientes como impedir transportes em regiões onde ele teria maioria, fraude de urnas, ao ponto de em lugares como em Minas Gerais ele ter tido nenhum voto em seções eleitorais onde compareceram vários partidários e militantes do PDT, assim como o apoio da Rede Globo à candidatura de Fernando Collor de Mello. E, mesmo após mais de uma década de seu falecimento, no estado de São Paulo, o coração burguês e sede das multinacionais estabelecidas na América Latina, paira sobre sua figura paira aquilo que Gilberto Felisberto Vasconcellos chama de “amnésia criminosa” que a classe dominante local injeta sobre o povo através de seu poder econômico e midiático. Sem contar com o fato de que muitos de seus adversários político-ideológicos (com o povão muitas vezes engolindo essas mentiras difundidas tanto por eles quanto pela Rede Globo) o culpam pelo problema da violência urbana no Rio de Janeiro por supostamente não deixar a polícia subir os morros, sendo que esse problema já havia na antiga capital federal bem antes dele ser eleito governador pela primeira vez (esse problema, diga-se de passagem, finca raízes na Reforma Urbanística de 1904 feita pelo prefeito Pereira Passos e na maneira como a cidade desde então passou a ser concebida por suas elites governantes) e o que ele queria em realidade é que a polícia não se juntasse com a criminalidade estabelecida nos morros.
Em se tratando de Enéas (que disputou as eleições presidenciais em 1989, 1994 e 1998, além de concorrer a vaga de prefeito de São Paulo em 2000 e de Deputado Federal em 2002 e 2006), o político acreano dispunha de pouco tempo para transmitir suas ideias no horário eleitoral. Muitas vezes, não tinha nem um minuto para tal.  Mas, mesmo com essa situação adversa e sendo tido pela grande mídia como “fascista”, “autoritário”, “louco”, “ditador” e insultos similares para desacreditá-lo perante o povo, conseguiu votações expressivas, como o terceiro lugar em 1994 (onde obteve 7,38% dos votos válidos) e os dois milhões de votos para Deputado Federal em 2002, a maior votação que um Deputado Federal conquistou até hoje no Brasil. Em novembro de 2002, logo após sua eleição como Deputado Federal, a Revista Super Interessante publicou uma matéria falando sobre um suposto perigo que ele trazia, por causa de algumas de suas propostas como romper com o Sistema Financeiro Internacional, triplicar o efetivo do Exército e a construção da bomba atômica, assim como dizendo que quem votou em Enéas deu aval a um projeto similar ao dos fascistas do século XX. Uma vez Deputado Federal, Enéas se opôs a emendas constitucionais entreguistas e lesivas aos trabalhadores e aposentados impostas por Lula. E, mesmo sendo eleito Deputado Federal, teve sua atuação dificultada por uma série de obstáculos e armadilhas para lhe consumir recursos e energias, além da armação do fim de seu partido através da Cláusula da Barreira sob o pretexto de eliminar com partidos tidos como nanicos e de pouca expressão. Como resultado, o PRONA se uniu ao Partido Liberal, formando o Partido da República (PR).


Foto – Enéas Ferreira Carneiro (1938 – 2007).
Algo também digno de nota da fala de Nando Moura a respeito de Lula e do PT não só nesse vídeo em questão como em outros é que se dá a impressão de que o PT governa o país de forma absoluta, como se fosse tal qual o rei francês Luís XIV, como se os verdadeiros donos do poder (clara alusão ao livro de mesmo nome escrito e originalmente publicado por Raymundo Faoro em 1958) na hierarquia de poder brasileira não existissem. E quem é esse poder por trás do trono ao qual os nossos reis se prostram como se fossem cães amestrados e dóceis? Trata-se da classe dominante brasileira e suas distintas frações (burguesia industrial, burguesia agrária, bancos, rentistas e outros). Classe essa que historicamente é e sempre foi associada (para não dizer testa de ferro) do capital multinacional aqui estabelecido. É a mesma classe dominante que nos tempos da República Velha (1889 – 1930) tratava o Brasil como sua propriedade particular tal como o rei Leopoldo II da Bélgica fazia na África com o Congo Belga na mesma época, em 1930 foi apeada do poder pela revolução liderada por Getúlio Vargas, tentou dois anos mais tarde retomar o poder com o malogrado Levante Constitucionalista em São Paulo, após a derrota em 1932 criou a USP (Universidade de São Paulo) visando criar uma intelectualidade liberal (e para isso trazendo da França figuras como Claude Lévi[4]-Strauss, Fernand Braudel, Jean Maugüé e Roger Bastide) que batesse de frente com o pensamento nacionalista varguista e que foi o braço civil interno das agitações golpistas de 1954 (que levou Getúlio Vargas ao suicídio), de 1961 (que Brizola venceu com a Campanha da Legalidade) e de 1964. E que no passar desse tempo todo foi se modernizando e assumindo novas roupagens, mas sem perder sua essência reacionária e cosmopolita e sem deixar de olhar o estado brasileiro como seu balcão de negócios particular.
E é a essa mesma classe dominante e suas distintas frações a qual os militares serviram nos 21 anos em que no poder estiveram e que todos os governos que ocuparam o palácio do Planalto de 1985 em diante, incluindo o petucanato[5], a despeito de toda a propaganda oficial em contrário que diz que mais de 30 milhões foram tirados da pobreza através de programas sociais como o Bolsa Família e de toda a verborragia de Lula, os petistas e seus apologéticos contra as “zelites”. Em outras palavras, o resultado sócio-econômico do golpe de 1964 continua ai até hoje e nunca foi revertido. E isso mesmo com um partido que a direita raivosa acha que é a comunista (mas que na prática está muito longe de ser) ocupando o palácio do Planalto. Grande ironia do destino: na época do regime militar, Dilma foi torturada pelos agentes da repressão, os quais exerciam através da tortura e da repressão um controle social em nome das elites brasileiras e do capital multinacional. E hoje Dilma e o PT governam para o mesmo poder por trás do trono que seus torturadores serviram enquanto estiveram no poder. Ou seja, Lula, Dilma e o PT não possuem o poder de fato na sociedade brasileira. Na virada de 2002 para 2003 eles assumiram o governo do Brasil, mas não o poder de fato, que por sua vez continuou nas mãos dessa oligarquia.
Como Adriano Benayon diz em um trecho de seu texto “’Eleições’ no modelo dependente”, “O real sistema de poder manobra sempre para que todos os candidatos com chance de chegar ao 2º turno estejam comprometidos com a realização destes objetivos; ampliar e aprofundar a desnacionalização da economia, desindustrializá-la, servir a dívida – inflada pela composição de juros absurdos – e propiciar ganhos desmedidos às grandes empresas transnacionais”. E esse poder por trás do trono, diga-se de passagem, no momento em que se sentir ameaçado se valerá de todas as artimanhas possíveis e imagináveis para manter seu status quo. Nem que para isso tenha que recorrer a um golpe civil-militar como o de 1964, criar um falso partido que aos olhos da população pareça ser de oposição e que na prática não é, guerra econômica como a que foi promovida contra Allende no Chile e hoje contra a Venezuela bolivariana, fraudes eleitorais, golpe palaciano através do judiciário e/ou do parlamento como os que foram perpetrados contra Manuel Zelaya em Honduras (2009) e contra Fernando Lugo no Paraguai (2012), pesada difamação de seu adversário através do poder midiático, acusar falsamente o adversário de ter feito algum massacre (ou seja, a tática da operação de bandeira falsa), entre tantas outras.


Foto – A comparação que certas pessoas, do alto de seu anti-petismo tacanho, raivoso e irracional, vivem fazendo entre Lula e Enéas com o único intuito de rebaixar o petista.

E essa realidade não se resume apenas ao Brasil: no mundo capitalista globalizado em que vivemos hoje em dia, quem detêm o real poder não são os governantes de uma nação como os grandes veículos de comunicação muitas vezes fazem crer. O poder de um CEO[6] de uma empresa multinacional que opera em vários países ao mesmo tempo, de um especulador ou de um banqueiro internacional muitas vezes é maior que um presidente ou um primeiro ministro de uma nação, ao ponto deste ser uma marionete nas mãos do poder econômico. Ou vocês acham que Barack Obama é quem realmente manda nos EUA, ou mesmo François Hollande na França, David Cameron na Inglaterra e Angela[7] Merkel na Alemanha, entre outros exemplos? Muitas vezes vemos o poder econômico dos tubarões das finanças internacionais estando acima e tendo mais poder de decisão que o dos estados nacionais, com direito ao faturamento anual de empresas multinacionais superando até mesmo o PIB combinado de muitos países da periferia capitalista e até mesmo o PIB de algum país rico situado no centro capitalista. E o real sistema de poder utiliza os políticos como se fosse um biombo, uma cortina de fumaça, de forma que quando as crises que eles mesmos criam atingem a população de um país quem tem a imagem queimada perante o povo são os fantoches que eles manipulam por trás das cortinas e não eles. E esse sistema possui em suas mãos o poder midiático, e assim as pessoas são informadas conforme os seus interesses e comem as suas mentiras e meias-verdades. Como José Saramago disse em 2004, o sistema democrático vigente na maioria do mundo ocidental é sequestrado, amputado e condicionado pelo poder econômico e assim a atender a seus interesses.
Essa é a tal da mídia comprada que elementos da direita raivosa falam, que de comunista nada tem como eles pensam (no máximo usa alguns elementos de esquerda como idiotas úteis). De fato, ela omite assuntos importantes para a população, mas o que ela omite em realidade não são falcatruas e trambiques do PT (haja vista que os escândalos de corrupção envolvendo o PT recebem muito mais atenção da grande mídia que os escândalos de corrupção em que partidos como o PSDB, o PMDB e o DEM estão envoltos) e seus associados, e sim coisas como o fato de que o Brasil perde muito mais recursos com os gastos com juros e amortizações do serviço das dívidas interna e externa (gastos esses que consomem todo ano entre 40 a 50% do orçamento da União) que com corrupção ou Bolsa Família (que por sua vez consome apenas 0,47% do orçamento da União). Gastos esses que apenas servem pra engordar o bolso de banqueiros, agiotas e outros elementos que se beneficiam desse sistema que gera fortuna para uma elite bem restrita e miséria para a maioria do povo brasileiro (diga-se de passagem, nunca vi Nando Moura dizer uma única palavra sobre os lucros absurdos dos bancos aqui no Brasil). Para desviar a atenção desse sistema de corrupção em larga escala onde estão envolvidos os negócios dos donos do poder e que tem como grande beneficiário o sistema financeiro, não raro a grande mídia se vale de escândalos de corrupção de magnitude muito menor como o mensalão e o petrolão.
E, em uma perspectiva mais global, por que vocês acham, por exemplo, que a Grécia foi tratada como a bandida da história na recente crise com a Troika[8] (e esta, por sua vez, era tratada como a lesada da história, sem levar em consideração os vários abusos ao qual a Grécia foi submetida pela mesma Troika desde no mínimo 2010 que a auditoria da dívida grega revelou), omite ao mundo o fato de a Islândia ter se recuperado da crise de 2008 depois de prender os banqueiros responsáveis pela crise, fez pouco caso da auditoria da dívida equatoriana feita por Rafael Correa em 2007 e outras tantas coisas? Por que os grandes veículos de comunicação estão justamente nas mãos dessa gente, ou então esses veículos tem essa gente como patrocinador e anunciante.
A essa realidade onde o poder rentista da grande finança internacional se sobrepõe ao poder dos estados nacionais o líder chileno Salvador Allende alertou em um discurso proferido na ONU em 1972, onde disse, entre outras coisas, que o poder econômico das empresas multinacionais era prejudicial não só aos países em desenvolvimento como também aos países onde se sediam essas empresas. Allende sabia muito bem do que se tratava, pois, após nacionalizar a produção de cobre até então explorada por empresas multinacionais como a Anaconda Copper Company e a Kennecott Corporation, enfrentou uma agitação golpista que teve entre seus financiadores a ITT[9] (a mesma ITT que teve sua filial gaúcha nacionalizada por Brizola junto com a Bond & Share quando foi governador do estado do Rio Grande do Sul). Agitação essa que, como todos nós sabemos, levou à sua morte e ao golpe civil-militar de 1973 e que implantou uma sangrenta ditadura que castigou o Chile por 17 anos.


Foto – A real pirâmide de poder no mundo em que vivemos que a direita raivosa ignora: de um lado o feudalismo medieval e de outro o atual capitalismo rentista corporativo.

Fontes:
A corrupção e a dívida. Disponível em:
“A dívida pública é um mega-esquema de corrupção institucionalizada”. Disponível em:
Brasil: crise financeira ou fiscal? Disponível em:
Brizola: “Lula é neoliberal”. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ju9o81Cjutg
Brizola: São Paulo, amnésia criminosa. Disponível em:
Coluna do Professor Tim sobre o petucanismo – Timtim por TimTim. Disponível em:
Discorso di Salvador Allende all’ONU (1972) (em italiano). Disponível em:
“Eleições” no modelo dependente. Disponível em:
Enéas – O maior presidente que não tivemos. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ir967od4mAM
José Saramago – falsa democracia. Disponível em:
Lula x Enéas Carneiro – quem é o verdadeiro herói nacional? Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=em-2lkvVpkY
Modelo petucano. Disponível em:
Multinacionais: um poder absoluto. Disponível em:
O perigo real de Enéas. Disponível em:
PT incentivado e apoiado pelo General Golbery: a esquerda que a direita gosta. Disponível em:
The CIA’s campaign against Salvador Allende (em inglês). Disponível em:


NOTAS:


[1] Leia-se “Droá”, pois no francês a partícula oit tem valor de oá.
[2] Leia-se “Gôche”, pois no francês a partícula au tem valor de ô.
[3] Leia-se “Monsiô”, pois no francês a partícula ieur tem valor de ô.
[4] Leia-se “Levi”, pois no francês, assim como no espanhol, a partícula é tem valor de e.
[5] Petucanato/Petucanismo é um termo cunhado pelo colunista da Revista Caros Amigos Gilberto Felisberto Vasconcellos (e depois utilizado por outros como Nildo Ouriques e Adriano Benayon) para se referir a situação política que o Brasil vive desde 1995 com a alternância de poder entre o PT e o PSDB, dois partidos de programa de governo praticamente igual baseados no modelo neoliberal (incluindo privatizações, terceirização e precarização do Estado), com a diferença que o PT têm um política um pouco mais direcionada para o lado social que o PSDB.
[6] Chieff Executive Officer (Diretor Chefe Executivo em português), na sigla em inglês.
[7] Leia-se “Anguela”, pois no alemão, assim como em idiomas como o russo, o mongol e o japonês, o som da partícula g não muda em função da vogal seguinte que nem nas línguas latinas e no inglês.
[8] Comissão formada por Fundo Monetário Internacional, Comissão Européia e Banco Central Europeu.
[9] International Telephone and Telegraph (Telefone e Telégrafo Internacional em português).

2 comentários:

  1. Nota: esse artigo eu originalmente publiquei em janeiro na minha conta no Academia (a qual foi no mês seguinte marcada como suspeita. Inclusive suspeito que recebi censura lá), e aqui o estou repostando, só que com algumas alterações e adições no texto.

    ResponderExcluir