domingo, 4 de outubro de 2026

O caso do elefante Sandro e o futuro dos zoológicos brasileiros

 

Foto – Sandro, o elefante do zoológico de Sorocaba.

A história se repete primeiro como tragédia e depois como farsa. Assim diz Karl Marx na introdução de sua obra “O 18 Brumário de Luís Bonaparte”, ao analisar a ascensão de Luís Bonaparte, sobrinho de Napoleão Bonaparte, como imperador da França.

Sandro, elefante asiático de mais de 50 anos de idade que desde 1982 vivia no bosque municipal de Sorocaba “Quinzinho de Barros”, enfim foi transferido ao chamado Santuário dos Elefantes Brasil, situado no Mato Grosso, após um imbróglio judicial que se estendeu por vários anos.

O caso envolvendo o elefante idoso (do qual tomei conhecimento ainda em 2022, por meio de vídeos no canal do Wagner Ávila no You Tube) vem dividindo e polarizando a opinião das pessoas no Brasil nos últimos anos.

De um lado, aqueles que eram a favor da permanência dele no Quinzinho de Barros, sob a alegação de que transferir um elefante já idoso e desdentado, que precisa de cuidados especiais e já acostumado aos seus tratadores, é algo temerário e que uma vez no santuário ele não consiga se adaptar ao novo ambiente. E de outro, os que defenderam a transferência dele ao santuário (parte significativa deles influenciadores e artistas – a malta de hipócritas de sempre que adoram levantar bandeira para fim de massagem de ego e promoção pessoal), sob a alegação de que lá ele enfim vai ser livre depois de tantos anos vivendo no circo e no zoológico.

O que os defensores da transferência de Sandro do zoológico ao santuário parecem não perceber é que no SEB o Sandro não está livre, não está na natureza. Visto que elefantes são animais nativos de locais como a África ao sul do Saara, o subcontinente indiano e o Sudeste Asiático, não do cerrado brasileiro que é onde se encontra o santuário (a América do Sul já teve seus proboscídeos no passado, mas hoje já estão todos extintos). E segundo que mesmo ele estando no santuário ele ainda estará sob cuidados humanos. Em outras palavras, ainda estará em cativeiro. Tal qual o elefante que está em um circo, em um zoológico, em uma fazenda ou em um exército servindo como animal de combate, por exemplo.

Aliás, é muita pretensão da parte do pessoal que comanda santuários como o SEB e o santuário de elefantes do Tennessee nos Estados Unidos querer vender uma imagem de que, sob os cuidados deles, os elefantes são livres e vivem na natureza, livres de exploração humana, e que eles é que são os iluminados que sabem cuidar de animais. No fim das contas, santuários não passam de zoológicos gourmet, aos quais apenas alguns escolhidos têm acesso.

Antes mesmo do caso envolvendo Sandro, houve também o caso do chimpanzé Black, que foi transferido do Quinzinho de Barros ao Santuário de Grandes Primatas de Sorocaba, em 2019. E uma vez no santuário, morreu em questão de dois anos, em 2021.

Foto – Black, o chimpanzé.

O Santuário de Elefantes Brasil tem um histórico, digamos, não muito abonador para o lado dele. Visto que alguns dos elefantes que lá chegaram morreram em questão de meses, como foi o caso de Kenya e Puppy ainda no ano passado, ambas vindas da Argentina. E nisso repete um padrão visto, por exemplo, no santuário de elefantes do Tennessee, nos Estados Unidos, também notório por seus periódicos casos de mortes dos elefantes que eles tiram de zoológicos e circos após campanhas similares às que o pessoal do SEB faz.

Foto – Listagem das mortes de elefantes no santuário do Tennessee, de 2001 a 2017 (Fonte: página do Facebook “Nosey the amazing Elephant”).

Dito isso, a pergunta que fica no ar é – o que será que está em jogo com a transferência de Sandro de Sorocaba ao santuário no Mato Grosso? Acho que isso é muito mais que uma simples transferência de um animal de um local a outro. Eu, particularmente, temo que com a transferência de Sandro, o único e último elefante macho restante no Brasil (lembrando que ano passado o elefante africano macho do zoológico de Belo Horizonte, Jamba, faleceu aos 29 anos), ao santuário de elefantes os zoológicos brasileiros estejam entrando em uma espiral descendente, um ponto de não-retorno muito perigoso.

Sandro é um animal idoso, de mais de 50 anos de idade, que antes mesmo de viver no “Quinzinho de Barros” fez parte dos circos Bismarck e Orlando Orfei, este último um dos principais e mais eminentes circos brasileiros durante décadas.

Foto – Vista aérea do circo Orlando Orfei, anos 1980.

O circo Orlando Orfei fechou suas portas em 2008 depois de todo a campanha feita à época contra os circos com animais em solo brasileiro, levada adiante por ONGs de protetores de animais e políticos ligados a essas ONGs e o surgimento de leis em estados e municípios proibindo o uso de animais em apresentações circenses, em especial depois que aconteceu a tragédia do circo Vostok, na qual um menino de seis anos foi morto por um leão dentro das dependências do circo (e a própria família Orfei, tanto aqui no Brasil quanto na Itália, é uma família bem tradicionalista no que tange ao uso de animais em circos).

Em outras palavras, isso que vimos em episódios como a transferência do chimpanzé Black e mais recentemente de elefantes como a Baby e o Sandro de zoológicos a santuários não é nenhuma novidade. Visto que isso nos governos Lula e Dilma, ONGs de protetores de animais moveram vigorosas campanhas para confiscar animais dos circos e enviá-los aos santuários deles, sob a alegação de que os animais em circos eram maltratados, que circo legal não tem animal e verborragias afins.

E hoje estamos vendo esse mesmo filme se repetir, agora com os zoológicos. Algo bem curioso a esse respeito é o fato de que biólogos que hoje encampam a defesa dos zoológicos como o Richard Rasmussen e Henrique Abrahão Charles (vulgo biólogo Henrique) em momento algum citam esse fato.

O caso do biólogo Henrique (um dos que encamparam a defesa pela permanência de Sandro no Quinzinho de Barros – até aí tudo bem) é bem curioso. Esses dias vi um vídeo dele no qual ele exalta o papel dos zoológicos e todo o trabalho de conservação de espécies e educação ambiental que eles fazem, e ao mesmo tempo se diz contra a presença de animais em circos.

Acho bem estranho, um biólogo como ele se incomodar com as mentiras que o pessoal dos direitos dos animais fala sobre os zoológicos (até aí tudo bem), mas ao mesmo tempo engolir as mentiras dessa mesma gente a respeito dos animais em circos. Ou seja, em um caso ele e a Luísa Mell (vulgo Marina Zats) que ele tanto critica estão em lados opostos da barricada, ao passo que em outro caso os dois estão cerrando fileiras e no mesmo lado da barricada. Curioso, não?

Essa guerra que hoje vemos sendo feita contra os zoológicos brasileiros por parte do pessoal dos direitos dos animais nada mais é que a continuação da guerra que foi feita lá atrás contra os circos com animais, e isso ele e outros biólogos que comungam desse pensamento parecem não perceber. É a mesma história, sem tirar nem pôr, ainda mais levando que alguns dos animais hoje visados por essa gente, incluindo a Baby e o próprio Sandro, um dia também foram animais de circo.

Mas afinal, por que o biólogo Henrique e outros que também pensam como ele omitem esse fato, de que a atual campanha contra os zoológicos aqui no Brasil é, em essência, o prolongamento natural da campanha feita lá atrás contra os circos com animais? É uma omissão no mínimo preocupante, que passa da ideia de que isso é um problema que começou recentemente, sendo que é algo que vem de vários carnavais.

Imagino que o biólogo Henrique deva ter seus motivos para tal. Será que (especulação minha) na época ele estava batendo palmas para essa mesma campanha que as ONGs moviam contra os circos? Será que ele, como também outros biólogos que compartilham dessa mesma opinião, na verdade estavam lutando do mesmo lado da barricada desse mesmo pessoal de ONGs e santuários? E que lembrar disso agora seria muito inconivente a ele? O que será que ele fez no verão passado, afinal? Talvez aí esteja a parte farsesca da presente história, segundo a máxima de Marx.

Esses dias, soube de uma notícia que fala que o circo Krone, um dos principais e mais tradicionais circos alemães, foi alvo de vandalismo por parte de ativistas dos direitos dos animais em Hamburgo. E antes disso, ainda no começo do presente ano (2026), também na Alemanha, houve o caso envolvendo a domadora de tigres Carmen Zander, conhecida em seu país natal como “a rainha dos tigres” (a qual tem uma página no Facebook chamado “Im Auge des Tigers”).

Em Leipzig, um de seus tigres, Sandokan, fugiu de seu recinto, atacou e feriu seriamente um dos tratadores e em seguida foi morto a tiros pela polícia. Após o incidente, outros seis tigres da domadora foram confiscados pelas autoridades locais e transferidos a um santuário na Espanha.

Sabendo do que o biólogo Henrique pensa a respeito da presença de animais em circos, não ficaria nem um pouco surpreso se ele, nesses casos, resolvesse cerrar fileira com os ativistas que vandalizaram o circo Krone e apoiar o confisco e envio dos tigres de Carmen Zander ao santuário espanhol. Ou seja, com o pessoal daquilo que ele chama de “fofofauna” que ele tanto critica (e com razão).

Foto – Carmen Zander, a rainha dos tigres.

Ou seja, para pessoas como o biólogo Henrique, quando a água bate no traseiro do outro, está tudo bem. Tudo bem o outro ser jogado aos tubarões e por eles ser devorado. Afinal, não é comigo mesmo. Agora, quando a água começa a bater no meu traseiro, aí a conversa muda de tom e eu fico preocupado, consternado.

E outra – pelo que vejo, parece que para pessoas como o biólogo Henrique está tudo bem o outro, por trabalhar de um jeito um pouco diferente do dele, apanhar de pessoas como a Luiza Mell, de políticos como os irmãos Tripoli e organização animalistas como o PETA e o ALF (“Animal Liberation Front”, na sigla em inglês), se lascar nas mãos deles e ter seus animais confiscados por eles. Agora, quando essa mesma gente começa a me atacar, aí é que eu vou ficar incomodado com a situação.

Na contramão do biólogo Henrique, vejo, por exemplo, o pessoal do zoos.media (portal de notícias sobre zoológicos da Alemanha) demonstrar solidariedade à Carmen Zander.

Pessoas como o biólogo Henrique e o Ary Borges (o homem que criava tigres em Maringá e teve seus animais confiscados pelo Ibama em 2014) me parecem o Mussum naquele esquete dos Trapalhões, no qual o personagem interpretado pelo finado ator, humorista e sambista Antônio Carlos Bernardes Gomes faz toda sorte de ginástica mental e retórica para justificar os aumentos de preço por parte do governo, até ficar sabendo do aumento do preço da cachaça (vulgo mé). Quando ele fica sabendo do aumento do preço da cachaça, a conversa muda de tom e o Mussum passa a condenar e a maldizer o governo que antes ele apoiava.

Como Wagner Ávila aponta em recente vídeo, hoje foi a vez do Sandro ser transferido do zoológico para o santuário. E amanhã, quem será o próximo a rodar? Será que um dia veremos os zoológicos brasileiros definharem a um ponto de insignificância, com muitos deles sendo sucateados e fechados com o tempo e depenados de seus animais (em especial os animais de grande porte), tal qual aconteceu com os circos brasileiros anos antes?

https://www.facebook.com/reel/2292018944948950

Podem me apedrejar e me cancelar o quanto quiser. Eu defendo sim os circos tradicionais com animais e os zoológicos. Para além das questões de conservação de espécies e educação ambiental, é graças a locais como os circos e os zoológicos que eu não preciso viajar à África ou à Índia para ver um elefante, um leão ou uma zebra (e assim ter de encarar duas viagens de avião mais caminho por terra – fora o dinheiro que terei de gastar para tal).

Lembro-me muito bem da primeira vez em que vi leões na minha vida, no circo de Roma, ainda nos anos longínquos anos 1980, ao qual fui junto com o meu finado pai. Havia lá um leão e duas leoas. Nos circos subsequentes aos quais fui (entre eles o circo Garcia), pude ver tigres, animal que (até onde me lembro) o bosque da minha cidade nunca teve. Já nas duas últimas vezes em que eu fui a circos (ambas no finado circo do Beto Carrero – julho de 1998 e fevereiro de 2003), pude ver um casal de tigres brancos (provavelmente, um deles é o mesmo que aparece ao lado do Beto Carrero na capa do CD “O mundo encantado de Beto Carrero”, lançado em 1996). E isso sem precisar sair da minha cidade natal. Em todas as outras vezes em que pude ver tigres brancos na minha vida, os vi em zoológicos gringos.

Foto – Capa do CD “O mundo encantado de Beto Carrero”, de 1996.

Na última vez em que estive em um circo, também pude ver o camelo bactriano (o de duas corcovas) e o elefante na parte de fora do circo, bem de pertinho, na saída.

Ao ver animais diversos nos circos e zoológicos, pude ver que eles não são abstrações de livros, revistas, filmes e documentários que se passam em locais distantes como a África, a Índia e o Sudeste Asiático. E sim seres vivos reais, de carne e osso, e esse contato que tive desde tenra idade foi muito importante a ponto de ajudar com o tempo a criar fascínio para com o mundo animal.

No bosque da minha cidade, Ribeirão Preto, há uma elefanta chamada Maison. Tal como o Sandro e a Baby, ela também já foi de circo um dia. Mais precisamente, do circo Kroner (favor não confundir com o circo alemão Krone). Uma vez estive no recinto provisório dela, junto com o palhaço Biriba, em 2012. Pude vê-la de perto, sem nenhuma grade se interpondo entre mim e a elefanta (ainda que a uma certa distância). Até tirei uma foto dela.

Foto – Maison no recinto provisório dela, outubro de 2012.

Ver um elefante vivo de tão perto é algo simplesmente incrível, surreal. O quão grande e majestoso ele é, uma sensação de imponência sem igual. Ainda mais sem precisar ter de viajar meio mundo para vê-los no habitat natural deles, sem precisar ter de encarar duas viagens de avião para tal que somam mais de 20 horas.

A minha cidade já teve outra elefanta chamada Bambi, a qual em 2020 foi transferida ao Santuário do Mato Grosso. Talvez, seja questão de tempo o mesmo santuário voltar suas atenções à Maison, tal como feito com Baby, com Sandro e os elefantes que eles trouxeram da Argentina (e que morreram em questão de meses no santuário).

Mal sabem certos incautos que apoiam esse tipo de causa, que pedem o fim de circos com animais, aquários, ecoparques e zoológicos, a roubada que apoiam. Vai chegar a hora em que um deles vai querer ver um elefante ao vivo, e não vai poder porque para isso vai ter que viajar até a Índia, a Tailândia ou ao Quênia, e nisso ter de encarar duas viagens de avião que juntas somam mais de 20 horas e que vai sair muito cara para o bolso dele. Sendo que lá atrás ele poderia muito bem ver um desses no bosque da cidade dele ou no circo.

E o mais grave de tudo: nessa brincadeira de justiceiro da causa animal o que eles vão fazer é, no fim das contas, privar as próximas gerações de ter experiências como as que eu tive desde a infância. E privando as novas gerações de contato com animais selvagens, o interesse delas pela proteção e conservação desses animais irá simplesmente para o ralo (e o animal no circo ou no zoológico é, antes de tudo, um embaixador da espécie). No fim, apenas os ricos que podem ter acesso a viagens internacionais e o círculo de pessoas próximas com acesso aos santuários é que vão se beneficiar dessa brincadeira. E quando o estrago estiver feito, uma coisa é certa: o julgamento da história para com esses que resolveram brincar de justiceiros da causa animal vai ser pesado, muito pesado.

Pois como o grande Steve Irwin certa vez disse, “Se nós pudermos ensinar as pessoas sobre a vida selvagem, elas serão tocadas. Compartilhe minha vida selvagem comigo. Porque os humanos querem salvar coisas que eles amam”.

Alguns podem me perguntar, mas e os maus tratos a animais? E o animal confinado, fora de seu ambiente natural? Não nego que em alguns momentos tratadores de circos e de zoológicos tenham pisado na bola. Mas é de uma generalização estúpida e burra pensar que animais em circos e zoológicos é sinônimo de crueldade, maus tratos e privação de liberdade (sendo que mesmo no ambiente natural o animal não é livre para se estabelecer no lugar em que quiser – há um artigo em alemão no site do zoos.media que fala sobre isso). Isso faz tanto sentido quanto dizer, por exemplo, que jogador de futebol é sinônimo de salários milionários (sendo que só uns poucos é que recebem tais salários). Que Igreja é sinônimo de padre pedófilo. Que casamento é sinônimo de violência doméstica. Que Islamismo é sinônimo de terrorismo. Entre outros tantos paralelos que posso ficar traçando.

Dito isso, eu sugiro a vocês que estão lendo esse meu texto a procurem pelo trabalho de profissionais que trabalham com animais em circos estrangeiros, de países como a Itália (o país natal de Orlando Orfei), a Alemanha e a Rússia. Vocês vão encontrar muita coisa legal. O trabalho de domadores como Martin Lacey (circo Krone), os irmãos Edgar e Askold Zapašnyj (grão-circo estatal de Moscou), Nikolaj Pavlenko (famoso domador de tigres russo, hoje aposentado, alcunhado de o “Karajan da grande jaula”), Bruno Togni (American Circus Togni), entre outros.

Foto – Nikolaj Pavlenko, o “Karajan da grande jaula”.

Em países lusófonos, cito o exemplo do circo Victor Hugo Cardinali, de Portugal, o qual durante muitos anos trabalhou com animais como leões, elefantes africanos, camelos e cavalos e é tido como um circo de excelência no trato aos animais (inclusive o Marcos Frota elogiou o Victor Hugo Cardinali por isso, em 2015). E mesmo no Brasil, no passado circos como o Garcia e o Orlando Orfei também se destacavam no bom trato aos animais (o Garcia chegou a realizar reprodução de chimpanzés). Há fotos de vários tratadores de circos abraçados a seus animais, incluindo fotos de Orlando Orfei abraçado a seus leões.

Foto – Orlando Orfei abraçado a um de seus leões.

E antes que venham com essa coisa de polarização de esquerda x direita, é bom que saibam de uma coisa – é fato que aqui no Brasil a guerra contra os circos animais (e agora contra os zoológicos) se deu sob as asas dos governos Lula e Dilma, políticos vinculados ao partido dos trabalhadores (PT), o principal partido de esquerda do Brasil e de toda a América Latina. Isso ao mesmo em que a Polônia proibiu os animais em circos em 2020 com a extrema direita no poder, representada por Andrzej Duda e o partido Prawo i Sprawdliwość (Lei e Justiça, na sigla em polonês). Duda que, a propósito, é um dos principais aliados de Bolsonaro dentro da extrema direita europeia junto com o húngaro Viktor Órban. A Polônia de Duda que, junto da Hungria de Órban, é também a grande inspiração internacional para a atual direita católica brasileira, representada por grupos como o Centro Dom Bosco e o IPCO (Instituto Plínio Correa de Oliveira).

Também penso com os meus botões o seguinte: o que será que esse santuário vai fazer a hora em que já não houver mais elefantes em solo brasileiro ou nos países vizinhos da América hispânica, depois que os poucos que ainda restam já estiverem todos mortos? Será que vai fechar as portas e sair daqui, como uma nuvem de gafanhotos em uma colheita? Quem viver, verá os próximos capítulos dessa novela ainda em aberto.

E outra – lá atrás, esse mesmo pessoal de ONGs e santuários, mancomunados com o Ibama, lá atrás falavam que circo legal não tem animal. Em 2016, tentaram prescrever por lei a vaquejada em todo o Brasil. Hoje, não só tiram animais de zoológicos, como também políticos como a Heloísa Helena (a mesma Heloísa Helena que um dia foi membra do PT e de lá saiu para formar o PSOL) lançam projeto de lei por meio do qual zoológicos, safaris e eco-parques deverão fechar em questão de dois anos. E amanhã, o que mais vão fazer? Será que não vamos chegar a uma situação na qual também será errado você comer carne e ter um cachorro, um gato ou um coelho em casa, ainda mais em se tratando de animais de raça? Como disse certa vez Klaus Schwab, um dos arautos da Agenda 2030 e do Grande Reset, “você não terá nada e será feliz sobre isso”.

Foto – “Você não terá nada e será feliz sobre isso”, assim disse Klaus Schwab.

Fontes:

Chimpanzé Black morre em Santuário em Sorocaba (SP). Disponível em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2021/02/08/chimpanze-black-morre-so-50-anos-em-santuario-de-sorocaba.htm

“Rainha dos tigres” deixa animal escapar e idoso é morto após ataque. Disponível em: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/rainha-dos-tigres-deixa-animal-escapar-e-idoso-e-morto-apos-ataque/

Steve Irwin quotes (em inglês). Disponível em: https://www.goodreads.com/author/quotes/311848.Steve_Irwin

Tiger von Carmen Zander: Anklage – Das Gegenteil von Rettung (em alemão). Disponível em: https://zoos.media/medien-echo/tiger-carmen-zander-anklage-gegenteil-rettung/

Was Weiss man darüber, ob Zootiere die Freiheit vermissen? (em alemão). Disponível em: https://zoos.media/zoo-fakten/zoo-tiere-freiheit-vermissen/

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