Foto – Sandro, o elefante do zoológico de Sorocaba.
A história se repete primeiro como tragédia e depois como
farsa. Assim diz Karl Marx na introdução de sua obra “O 18 Brumário de Luís
Bonaparte”, ao analisar a ascensão de Luís Bonaparte, sobrinho de Napoleão
Bonaparte, como imperador da França.
Sandro, elefante asiático de mais de 50 anos de idade que
desde 1982 vivia no bosque municipal de Sorocaba “Quinzinho de Barros”, enfim
foi transferido ao chamado Santuário dos Elefantes Brasil, situado no Mato
Grosso, após um imbróglio judicial que se estendeu por vários anos.
O caso envolvendo o elefante idoso (do qual tomei
conhecimento ainda em 2022, por meio de vídeos no canal do Wagner Ávila no You
Tube) vem dividindo e polarizando a opinião das pessoas no Brasil nos últimos
anos.
De um lado, aqueles que eram a favor da permanência dele no
Quinzinho de Barros, sob a alegação de que transferir um elefante já idoso e
desdentado, que precisa de cuidados especiais e já acostumado aos seus
tratadores, é algo temerário e que uma vez no santuário ele não consiga se adaptar
ao novo ambiente. E de outro, os que defenderam a transferência dele ao
santuário (parte significativa deles influenciadores e artistas – a malta de hipócritas
de sempre que adoram levantar bandeira para fim de massagem de ego e promoção pessoal),
sob a alegação de que lá ele enfim vai ser livre depois de tantos anos vivendo
no circo e no zoológico.
O que os defensores da transferência de Sandro do zoológico
ao santuário parecem não perceber é que no SEB o Sandro não está livre, não está
na natureza. Visto que elefantes são animais nativos de locais como a África ao
sul do Saara, o subcontinente indiano e o Sudeste Asiático, não do cerrado
brasileiro que é onde se encontra o santuário (a América do Sul já teve seus proboscídeos
no passado, mas hoje já estão todos extintos). E segundo que mesmo ele estando
no santuário ele ainda estará sob cuidados humanos. Em outras palavras, ainda
estará em cativeiro. Tal qual o elefante que está em um circo, em um zoológico,
em uma fazenda ou em um exército servindo como animal de combate, por exemplo.
Aliás, é muita pretensão da parte do pessoal que comanda
santuários como o SEB e o santuário de elefantes do Tennessee nos Estados
Unidos querer vender uma imagem de que, sob os cuidados deles, os elefantes são
livres e vivem na natureza, livres de exploração humana, e que eles é que são
os iluminados que sabem cuidar de animais. No fim das contas, santuários não
passam de zoológicos gourmet, aos quais apenas alguns escolhidos têm acesso.
Antes mesmo do caso envolvendo Sandro, houve também o caso
do chimpanzé Black, que foi transferido do Quinzinho de Barros ao Santuário de
Grandes Primatas de Sorocaba, em 2019. E uma vez no santuário, morreu em
questão de dois anos, em 2021.
Foto – Black, o chimpanzé.
O Santuário de Elefantes Brasil tem um histórico, digamos, não
muito abonador para o lado dele. Visto que alguns dos elefantes que lá chegaram
morreram em questão de meses, como foi o caso de Kenya e Puppy ainda no ano
passado, ambas vindas da Argentina. E nisso repete um padrão visto, por
exemplo, no santuário de elefantes do Tennessee, nos Estados Unidos, também
notório por seus periódicos casos de mortes dos elefantes que eles tiram de
zoológicos e circos após campanhas similares às que o pessoal do SEB faz.
Foto – Listagem das mortes de elefantes no santuário do Tennessee, de 2001 a 2017 (Fonte: página do Facebook “Nosey the amazing Elephant”).
Dito isso, a pergunta que fica no ar é – o que será que está
em jogo com a transferência de Sandro de Sorocaba ao santuário no Mato Grosso? Acho
que isso é muito mais que uma simples transferência de um animal de um local a
outro. Eu, particularmente, temo que com a transferência de Sandro, o único e
último elefante macho restante no Brasil (lembrando que ano passado o elefante
africano macho do zoológico de Belo Horizonte, Jamba, faleceu aos 29 anos), ao
santuário de elefantes os zoológicos brasileiros estejam entrando em uma
espiral descendente, um ponto de não-retorno muito perigoso.
Sandro é um animal idoso, de mais de 50 anos de idade, que
antes mesmo de viver no “Quinzinho de Barros” fez parte dos circos Bismarck e Orlando
Orfei, este último um dos principais e mais eminentes circos brasileiros durante
décadas.
Foto – Vista aérea do circo Orlando Orfei, anos 1980.
O circo Orlando Orfei fechou suas portas em 2008 depois de
todo a campanha feita à época contra os circos com animais em solo brasileiro,
levada adiante por ONGs de protetores de animais e políticos ligados a essas
ONGs e o surgimento de leis em estados e municípios proibindo o uso de animais
em apresentações circenses, em especial depois que aconteceu a tragédia do
circo Vostok, na qual um menino de seis anos foi morto por um leão dentro das
dependências do circo (e a própria família Orfei, tanto aqui no Brasil quanto
na Itália, é uma família bem tradicionalista no que tange ao uso de animais em
circos).
Em outras palavras, isso que vimos em episódios como a
transferência do chimpanzé Black e mais recentemente de elefantes como a Baby e
o Sandro de zoológicos a santuários não é nenhuma novidade. Visto que isso nos
governos Lula e Dilma, ONGs de protetores de animais moveram vigorosas
campanhas para confiscar animais dos circos e enviá-los aos santuários deles,
sob a alegação de que os animais em circos eram maltratados, que circo legal
não tem animal e verborragias afins.
E hoje estamos vendo esse mesmo filme se repetir, agora com
os zoológicos. Algo bem curioso a esse respeito é o fato de que biólogos que
hoje encampam a defesa dos zoológicos como o Richard Rasmussen e Henrique
Abrahão Charles (vulgo biólogo Henrique) em momento algum citam esse fato.
O caso do biólogo Henrique (um dos que encamparam a defesa
pela permanência de Sandro no Quinzinho de Barros – até aí tudo bem) é bem
curioso. Esses dias vi um vídeo dele no qual ele exalta o papel dos zoológicos e
todo o trabalho de conservação de espécies e educação ambiental que eles fazem,
e ao mesmo tempo se diz contra a presença de animais em circos.
Acho bem estranho, um biólogo como ele se incomodar com as mentiras que o pessoal dos direitos dos animais fala sobre os zoológicos (até aí tudo bem), mas ao mesmo tempo engolir as mentiras dessa mesma gente a respeito dos animais em circos. Ou seja, em um caso ele e a Luísa Mell (vulgo Marina Zats) que ele tanto critica estão em lados opostos da barricada, ao passo que em outro caso os dois estão cerrando fileiras e no mesmo lado da barricada. Curioso, não?
Essa guerra que hoje vemos sendo feita contra os zoológicos
brasileiros por parte do pessoal dos direitos dos animais nada mais é que a
continuação da guerra que foi feita lá atrás contra os circos com animais, e
isso ele e outros biólogos que comungam desse pensamento parecem não perceber.
É a mesma história, sem tirar nem pôr, ainda mais levando que alguns dos
animais hoje visados por essa gente, incluindo a Baby e o próprio Sandro, um
dia também foram animais de circo.
Mas afinal, por que o biólogo Henrique e outros que também
pensam como ele omitem esse fato, de que a atual campanha contra os zoológicos
aqui no Brasil é, em essência, o prolongamento natural da campanha feita lá
atrás contra os circos com animais? É uma omissão no mínimo preocupante, que
passa da ideia de que isso é um problema que começou recentemente, sendo que é
algo que vem de vários carnavais.
Imagino que o biólogo Henrique deva ter seus motivos para
tal. Será que (especulação minha) na época ele estava batendo palmas para essa
mesma campanha que as ONGs moviam contra os circos? Será que ele, como também
outros biólogos que compartilham dessa mesma opinião, na verdade estavam
lutando do mesmo lado da barricada desse mesmo pessoal de ONGs e santuários? E
que lembrar disso agora seria muito inconivente a ele? O que será que ele fez
no verão passado, afinal? Talvez aí esteja a parte farsesca da presente
história, segundo a máxima de Marx.
Esses dias, soube de uma notícia que fala que o circo Krone,
um dos principais e mais tradicionais circos alemães, foi alvo de vandalismo
por parte de ativistas dos direitos dos animais em Hamburgo. E antes disso, ainda
no começo do presente ano (2026), também na Alemanha, houve o caso envolvendo a
domadora de tigres Carmen Zander, conhecida em seu país natal como “a rainha
dos tigres” (a qual tem uma página no Facebook chamado “Im Auge des Tigers”).
Em Leipzig, um de seus tigres, Sandokan, fugiu de seu
recinto, atacou e feriu seriamente um dos tratadores e em seguida foi morto a tiros
pela polícia. Após o incidente, outros seis tigres da domadora foram
confiscados pelas autoridades locais e transferidos a um santuário na Espanha.
Sabendo do que o biólogo Henrique pensa a respeito da
presença de animais em circos, não ficaria nem um pouco surpreso se ele, nesses
casos, resolvesse cerrar fileira com os ativistas que vandalizaram o circo
Krone e apoiar o confisco e envio dos tigres de Carmen Zander ao santuário
espanhol. Ou seja, com o pessoal daquilo que ele chama de “fofofauna” que ele
tanto critica (e com razão).
Foto – Carmen Zander, a rainha dos tigres.
Ou seja, para pessoas como o biólogo Henrique, quando a água
bate no traseiro do outro, está tudo bem. Tudo bem o outro ser jogado aos
tubarões e por eles ser devorado. Afinal, não é comigo mesmo. Agora, quando a
água começa a bater no meu traseiro, aí a conversa muda de tom e eu fico
preocupado, consternado.
E outra – pelo que vejo, parece que para pessoas como o
biólogo Henrique está tudo bem o outro, por trabalhar de um jeito um pouco
diferente do dele, apanhar de pessoas como a Luiza Mell, de políticos como os irmãos
Tripoli e organização animalistas como o PETA e o ALF (“Animal Liberation
Front”, na sigla em inglês), se lascar nas mãos deles e ter seus animais
confiscados por eles. Agora, quando essa mesma gente começa a me atacar, aí é
que eu vou ficar incomodado com a situação.
Na contramão do biólogo Henrique, vejo, por exemplo, o
pessoal do zoos.media (portal de notícias sobre zoológicos da Alemanha) demonstrar
solidariedade à Carmen Zander.
Pessoas como o biólogo Henrique e o Ary Borges (o homem que
criava tigres em Maringá e teve seus animais confiscados pelo Ibama em 2014) me
parecem o Mussum naquele esquete dos Trapalhões, no qual o personagem
interpretado pelo finado ator, humorista e sambista Antônio Carlos Bernardes
Gomes faz toda sorte de ginástica mental e retórica para justificar os aumentos
de preço por parte do governo, até ficar sabendo do aumento do preço da cachaça
(vulgo mé). Quando ele fica sabendo do aumento do preço da cachaça, a conversa
muda de tom e o Mussum passa a condenar e a maldizer o governo que antes ele
apoiava.
Como Wagner Ávila aponta em recente vídeo, hoje foi a vez do Sandro ser transferido do zoológico para o santuário. E amanhã, quem será o próximo a rodar? Será que um dia veremos os zoológicos brasileiros definharem a um ponto de insignificância, com muitos deles sendo sucateados e fechados com o tempo e depenados de seus animais (em especial os animais de grande porte), tal qual aconteceu com os circos brasileiros anos antes?
https://www.facebook.com/reel/2292018944948950
Podem me apedrejar e me cancelar o quanto quiser. Eu defendo sim os circos tradicionais com animais e os zoológicos. Para além das questões de conservação de espécies e educação ambiental, é graças a locais como os circos e os zoológicos que eu não preciso viajar à África ou à Índia para ver um elefante, um leão ou uma zebra (e assim ter de encarar duas viagens de avião mais caminho por terra – fora o dinheiro que terei de gastar para tal).
Lembro-me muito bem da primeira vez em que vi leões na minha
vida, no circo de Roma, ainda nos anos longínquos anos 1980, ao qual fui junto
com o meu finado pai. Havia lá um leão e duas leoas. Nos circos subsequentes
aos quais fui (entre eles o circo Garcia), pude ver tigres, animal que (até
onde me lembro) o bosque da minha cidade nunca teve. Já nas duas últimas vezes
em que eu fui a circos (ambas no finado circo do Beto Carrero – julho de 1998 e
fevereiro de 2003), pude ver um casal de tigres brancos (provavelmente, um
deles é o mesmo que aparece ao lado do Beto Carrero na capa do CD “O mundo
encantado de Beto Carrero”, lançado em 1996). E isso sem precisar sair da minha
cidade natal. Em todas as outras vezes em que pude ver tigres brancos na minha
vida, os vi em zoológicos gringos.
Foto – Capa do CD “O mundo encantado de Beto Carrero”, de 1996.
Na última vez em que estive em um circo, também pude ver o camelo
bactriano (o de duas corcovas) e o elefante na parte de fora do circo, bem de
pertinho, na saída.
Ao ver animais diversos nos circos e zoológicos, pude ver
que eles não são abstrações de livros, revistas, filmes e documentários que se
passam em locais distantes como a África, a Índia e o Sudeste Asiático. E sim
seres vivos reais, de carne e osso, e esse contato que tive desde tenra idade foi
muito importante a ponto de ajudar com o tempo a criar fascínio para com o
mundo animal.
No bosque da minha cidade, Ribeirão Preto, há uma elefanta
chamada Maison. Tal como o Sandro e a Baby, ela também já foi de circo um dia. Mais
precisamente, do circo Kroner (favor não confundir com o circo alemão Krone). Uma
vez estive no recinto provisório dela, junto com o palhaço Biriba, em 2012.
Pude vê-la de perto, sem nenhuma grade se interpondo entre mim e a elefanta
(ainda que a uma certa distância). Até tirei uma foto dela.
Foto – Maison no recinto provisório dela, outubro de 2012.
Ver um elefante vivo de tão perto é algo simplesmente
incrível, surreal. O quão grande e majestoso ele é, uma sensação de imponência
sem igual. Ainda mais sem precisar ter de viajar meio mundo para vê-los no
habitat natural deles, sem precisar ter de encarar duas viagens de avião para
tal que somam mais de 20 horas.
A minha cidade já teve outra elefanta chamada Bambi, a qual
em 2020 foi transferida ao Santuário do Mato Grosso. Talvez, seja questão de
tempo o mesmo santuário voltar suas atenções à Maison, tal como feito com Baby,
com Sandro e os elefantes que eles trouxeram da Argentina (e que morreram em
questão de meses no santuário).
Mal sabem certos incautos que apoiam esse tipo de causa, que
pedem o fim de circos com animais, aquários, ecoparques e zoológicos, a roubada
que apoiam. Vai chegar a hora em que um deles vai querer ver um elefante ao
vivo, e não vai poder porque para isso vai ter que viajar até a Índia, a
Tailândia ou ao Quênia, e nisso ter de encarar duas viagens de avião que juntas
somam mais de 20 horas e que vai sair muito cara para o bolso dele. Sendo que
lá atrás ele poderia muito bem ver um desses no bosque da cidade dele ou no
circo.
E o mais grave de tudo: nessa brincadeira de justiceiro da
causa animal o que eles vão fazer é, no fim das contas, privar as próximas
gerações de ter experiências como as que eu tive desde a infância. E privando
as novas gerações de contato com animais selvagens, o interesse delas pela
proteção e conservação desses animais irá simplesmente para o ralo (e o animal
no circo ou no zoológico é, antes de tudo, um embaixador da espécie). No fim,
apenas os ricos que podem ter acesso a viagens internacionais e o círculo de
pessoas próximas com acesso aos santuários é que vão se beneficiar dessa
brincadeira. E quando o estrago estiver feito, uma coisa é certa: o julgamento
da história para com esses que resolveram brincar de justiceiros da causa
animal vai ser pesado, muito pesado.
Pois como o grande Steve Irwin certa vez disse, “Se nós
pudermos ensinar as pessoas sobre a vida selvagem, elas serão tocadas.
Compartilhe minha vida selvagem comigo. Porque os humanos querem salvar coisas
que eles amam”.
Alguns podem me perguntar, mas e os maus tratos a animais? E
o animal confinado, fora de seu ambiente natural? Não nego que em alguns
momentos tratadores de circos e de zoológicos tenham pisado na bola. Mas é de uma
generalização estúpida e burra pensar que animais em circos e zoológicos é
sinônimo de crueldade, maus tratos e privação de liberdade (sendo que mesmo no
ambiente natural o animal não é livre para se estabelecer no lugar em que
quiser – há um artigo em alemão no site do zoos.media que fala sobre isso).
Isso faz tanto sentido quanto dizer, por exemplo, que jogador de futebol é
sinônimo de salários milionários (sendo que só uns poucos é que recebem tais
salários). Que Igreja é sinônimo de padre pedófilo. Que casamento é sinônimo de
violência doméstica. Que Islamismo é sinônimo de terrorismo. Entre outros
tantos paralelos que posso ficar traçando.
Dito isso, eu sugiro a vocês que estão lendo esse meu texto
a procurem pelo trabalho de profissionais que trabalham com animais em circos
estrangeiros, de países como a Itália (o país natal de Orlando Orfei), a
Alemanha e a Rússia. Vocês vão encontrar muita coisa legal. O trabalho de
domadores como Martin Lacey (circo Krone), os irmãos Edgar e Askold Zapašnyj
(grão-circo estatal de Moscou), Nikolaj Pavlenko (famoso domador de tigres
russo, hoje aposentado, alcunhado de o “Karajan da grande jaula”), Bruno Togni
(American Circus Togni), entre outros.
Foto – Nikolaj Pavlenko, o “Karajan da grande jaula”.
Em países lusófonos, cito o exemplo do circo Victor Hugo
Cardinali, de Portugal, o qual durante muitos anos trabalhou com animais como
leões, elefantes africanos, camelos e cavalos e é tido como um circo de
excelência no trato aos animais (inclusive o Marcos Frota elogiou o Victor Hugo
Cardinali por isso, em 2015). E mesmo no Brasil, no passado circos como o
Garcia e o Orlando Orfei também se destacavam no bom trato aos animais (o
Garcia chegou a realizar reprodução de chimpanzés). Há fotos de vários tratadores
de circos abraçados a seus animais, incluindo fotos de Orlando Orfei abraçado a
seus leões.
Foto – Orlando Orfei abraçado a um de seus leões.
E antes que venham com essa coisa de polarização de esquerda
x direita, é bom que saibam de uma coisa – é fato que aqui no Brasil a guerra
contra os circos animais (e agora contra os zoológicos) se deu sob as asas dos
governos Lula e Dilma, políticos vinculados ao partido dos trabalhadores (PT),
o principal partido de esquerda do Brasil e de toda a América Latina. Isso ao
mesmo em que a Polônia proibiu os animais em circos em 2020 com a extrema
direita no poder, representada por Andrzej Duda e o partido Prawo i
Sprawdliwość (Lei e Justiça, na sigla em polonês). Duda que, a propósito, é um dos principais aliados
de Bolsonaro dentro da extrema direita europeia junto com o húngaro Viktor
Órban. A Polônia de Duda que, junto da Hungria de Órban, é também a grande
inspiração internacional para a atual direita católica brasileira, representada por grupos
como o Centro Dom Bosco e o IPCO (Instituto Plínio Correa de Oliveira).
Também penso com os meus botões o seguinte: o que será que
esse santuário vai fazer a hora em que já não houver mais elefantes em solo
brasileiro ou nos países vizinhos da América hispânica, depois que os poucos
que ainda restam já estiverem todos mortos? Será que vai fechar as portas e
sair daqui, como uma nuvem de gafanhotos em uma colheita? Quem viver, verá os
próximos capítulos dessa novela ainda em aberto.
E outra – lá atrás, esse mesmo pessoal de ONGs e santuários,
mancomunados com o Ibama, lá atrás falavam que circo legal não tem animal. Em
2016, tentaram prescrever por lei a vaquejada em todo o Brasil. Hoje, não só
tiram animais de zoológicos, como também políticos como a Heloísa Helena (a
mesma Heloísa Helena que um dia foi membra do PT e de lá saiu para formar o
PSOL) lançam projeto de lei por meio do qual zoológicos, safaris e eco-parques
deverão fechar em questão de dois anos. E amanhã, o que mais vão fazer? Será
que não vamos chegar a uma situação na qual também será errado você comer carne
e ter um cachorro, um gato ou um coelho em casa, ainda mais em se tratando de
animais de raça? Como disse certa vez Klaus Schwab, um dos arautos da Agenda
2030 e do Grande Reset, “você não terá nada e será feliz sobre isso”.
Foto – “Você não terá nada e será feliz sobre isso”, assim disse Klaus Schwab.
Fontes:
Chimpanzé Black morre em Santuário em Sorocaba (SP).
Disponível em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2021/02/08/chimpanze-black-morre-so-50-anos-em-santuario-de-sorocaba.htm
“Rainha dos tigres” deixa animal escapar e idoso é morto
após ataque. Disponível em: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/rainha-dos-tigres-deixa-animal-escapar-e-idoso-e-morto-apos-ataque/
Steve Irwin quotes (em inglês). Disponível em: https://www.goodreads.com/author/quotes/311848.Steve_Irwin
Tiger von Carmen Zander: Anklage – Das Gegenteil von Rettung
(em alemão). Disponível em: https://zoos.media/medien-echo/tiger-carmen-zander-anklage-gegenteil-rettung/
Was Weiss man darüber, ob Zootiere die Freiheit vermissen?
(em alemão). Disponível em: https://zoos.media/zoo-fakten/zoo-tiere-freiheit-vermissen/









