segunda-feira, 6 de setembro de 2021

A esquerda soropositiva.

 

Foto – George Soros (esquerda) e Fernando Haddad (direita).

É incrível e ao mesmo tempo patético ver que no afã de atacar Bolsonaro e outros políticos de sua estirpe certos setores da esquerda (tanto brasileira quanto internacional) são capazes de tudo. Até mesmo de defender um abutre das finanças internacionais como George Soros. E é sobre isso que falaremos agora.

A essa esquerda, que chega ao ponto de defender um megaespeculador como George Soros dos ataques da Extrema Direita (quando o que deveria fazer é afirmar a venalidade do megaespeculador ao mesmo tempo em que apresenta as imprecisões do discurso da direita), eu dou o carinhoso nome de esquerda soropositiva, bem ao estilo Paulo Henrique Amorim (que Deus o tenha em boas mãos).

Um bom exemplo disso que vos falo é um vídeo que encontrei no You Tube, do professor Michel Gherman, intitulado “Arquitetura do ódio”. Um vídeo para lá de pavoroso, em que o dito professor em momento algum fala quem é George Soros de fato e ainda o iguala a figuras como Paulo Freire e Gramsci. Dá se a impressão inclusive de que a antipatia em relação ao megaespeculador do nada surgiu e que nesse tempo todo ele não deu os mais variados motivos para que muitas pessoas, de diversas nacionalidades e tonalidades políticas, desenvolvessem antipatia por ele.

Ele chega ao ponto de dizer a seguinte pérola: de que a extrema direita condena um refugiado como um assassino. Como se o fato de ele ter sido um refugiado durante a juventude desse carta branca para fazer tudo o que ele fez depois que se tornou um megaespeculador. Pode-se dizer que o professor Gherman repetiu o que o Henry Bugalho (que por sua vez chega a dizer que o senhor Soros é alguém que luta pela democracia no mundo) disse no vídeo dele sobre o megaespeculador, publicado no ano passado.

Por mais reservas que podemos ter em relação a Gramsci, Janus Korczak ou Paulo Freire (que são intelectuais renomados, diga-se de passagem), tal comparação é, no mínimo, ridícula e descabida. Existem motivos de sobra (e válidos, diga-se de passagem) para que Soros atraia antipatia por pessoas que pertencem a diversos espectros ideológicos. No Brasil, desde o finado Doutor Enéas até Rui Costa Pimenta. No plano internacional, desde Órban, Trump e Putin até o pan-africanista Kemi Seba. Entre outros tantos exemplos.

Uma breve pesquisa sobre as atuações de Soros pelo mundo mostra todo o seu histórico de ações funestas pelo mundo.  Ele participou ativamente da debacle do bloco soviético ao financiar grupos como o sindicato Solidariedade na Polônia. Lucrou horrores com a desgraça dos povos da Europa Oriental após o fim da União Soviética. Em 1992, por meio de um ataque especulativo, ele “quebrou” o Banco da Inglaterra e faturou nessa brincadeira o equivalente a cerca de R$ 1 bilhão de libras. E depois disso teve envolvimento direto nas revoluções coloridas por meio de suas ONGs, entre elas a Open Society, entre elas o Euromaidan na Ucrânia (que teve consequências funestas para a nação eslava que outrora era parte do Império Russo e da União Soviética), além de financiar grupos como o Black Lives Matter (a milícia a serviço do Partido Democrata que como nós sabemos teve ativa participação no motim colorido contra Trump).

Para ver como hoje temos uma esquerda sem dentes para morder (parafraseando Nildo Ouriques) e que renunciou a praticamente todas as bandeiras que antes defendia, basta citarmos o seguinte exemplo: enquanto que nos anos 1990 a atuação do megaespeculador de origem húngara era objeto de denúncias por parte do finado Doutor Enéas (incluindo na negociata que levou à privatização da Vale do Rio Doce, em 1997 e na questão da liberação de narcóticos), hoje nós vemos políticos ditos de esquerda como o petista Fernando Haddad (o mesmo Haddad que no ano retrasado alfinetou a Gleisi Hoffmann depois que a política gaúcha compareceu à posse de Nicolás Maduro na Venezuela) defenderem o mesmo Soros, em especial quando a extrema direita lança seus ataques e teorias da conspiração.

O próprio Haddad, diga-se de passagem, conta que esteve em uma reunião ao lado não só do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como também do megaespeculador, em um evento ligado à ONG Open Society, uma das muitas ONGs que ele mantem por meio de seu dinheiro. É estarrecedora no vídeo em questão a maneira como que Haddad se refere a Soros: como se ele não fosse o tubarão do mundo das finanças que ele é e como se ele não tivesse tudo o que ele fez ao redor do globo ao longo desses anos todos.

Também participou de eventos ligados à ONG Open Society Manuela d’Ávila, candidata à Presidência da República em 2018 pelo PC do B (Partido Comunista do Brasil). Tal evento teve lugar no Rio de Janeiro e teve como tema drogas e segurança pública. Tudo haver com a agenda da sociedade defendida por Soros.

E a coisa não para por ai: segundo Rui Costa Pimenta, dirigente do PCO, Anielle Franco, a irmã de Marielle Franco e diretora do instituto que carrega o nome da finada irmã, é uma funcionária de Soros no Brasil. Além dela, Soros possui outros tentáculos no Brasil, entre eles Armínio Fraga, Ilona Szabó, Paulo Guedes, entre outros.

Ainda segundo matéria publicada no Site Gazeta do Povo no dia seis de junho desse ano, a Open Society distribuiu cerca de US$ 32 milhões (o equivalente a cerca de R$ 117 milhões, dado o câmbio médio de cada ano) para 118 organizações. Entre elas ONGs e instituições como Sou da Paz, Instituto Igarapé, Baobá – Fundo para Equidade Racial, Quebrando o Tabu, Open Knowledge Brasil, Coletivo Papo Reto, Escola de Ativismo, Coletivo de Entidades Negras, Instituto Alana, Viva Rio, Grupo pela Vida, entre outros.

O maior de todos os beneficiados nesse período, segundo a matéria em questão, foi a Conecta – Associação Direitos Humanos em Rede, com uma polpuda verba de R$ 2,3 milhões. Seguido de perto de outras ONGs como o Instituo Sou da Paz (R$ 1,8 milhão), notório por sua defesa do desarmamento civil da população brasileira, e o Instituto Igarapé (R$ 1,5 milhão), instituição comandada por Ilona Szabó (a mesma Ilona Szabó que foi nomeada por Sérgio Moro como membro suplente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, mas que foi removida de seu cargo por ordem do presidente Bolsonaro) e que atua na defesa da descriminalização dos narcóticos.

Diga-se de passagem, eu particularmente vejo partidos e organizações de direita brasileiras abordando mais esse assunto que os partidos de esquerda (tirando o PCO e mais um ou outro nanico).

Em minha humildade opinião, lideranças como o russo Vladimir Putin e o húngaro Viktor Órban estão mais do que certos em tomar medidas para banir Soros e manter sua deletéria influência o mais longe possível de seus respectivos países. Medidas que incluem, entre outras coisas, o banimento de ONGs ligadas ao tubarão do mercado financeiro, tais como a Open Society e outras.

E ai eu fecho esse artigo com a seguinte pergunta: se certos setores da esquerda são capazes de defender um megaespeculador do mundo das finanças internacionais como o George Soros de ataques vindos da Extrema Direita, seria essa mesma esquerda capaz de defender pessoas tão ou mais venais quanto o senhor Soros, tais como Klaus Schwab e os arautos do Grande Reset que emana do Fórum de Davos? Para mim, não seria nenhuma surpresa se eu visse, dada a debilidade dessa esquerda. Que faz de tudo para merecer a denominação de esquerda soropositiva, dada a sua debilidade, fraqueza e pusilanimidade, em não ver que pessoas como Klaus Schwab, Bill Gates e George Soros são um mal muito maior que qualquer Bolsonaro da vida.

Foto – Klaus Schwab, arauto do Grande Reset e do mundo 4.0: “você não terá nada e será feliz sobre isso”.

Fontes:

Anielle Franco: funcionária de Soros. Disponível em: Anielle Franco: funcionária de George Soros - YouTube

Arquitetura do ódio| Michel Gherman| Fora de lugar. Disponível em: ARQUITETURA DO ÓDIO | Michel Gherman | Fora de Lugar - YouTube

Conheça a Open Society, a ONG que quer sua família refém de bandidos. Disponível em: Conheça a Open Society, a ONG que quer sua família refém de bandidos. - YouTube

Dr. Enéas Ferreira Carneiro/George Soros. Disponível em: Dr Enéas Ferreira Carneiro / George Soros. - YouTube

FHC, Quebrando o Tabu e juízes: quem George Soros financia no Brasil. Disponível em: Quem George Soros financia no Brasil: FHC, Quebrando o Tabu e juízes (gazetadopovo.com.br)

George Soros: saiba toda a verdade. Disponível em: GEORGE SOROS: SAIBA TODA A VERDADE! - YouTube

George Soros, um patrocinador da contrarrevolução mundial. Disponível em: George Soros, um patrocinador da contrarrevolução mundial • Diário Causa Operária (causaoperaria.org.br)

Haddad: “Não sei o que levou Gleisi a Caracas. É preciso cuidar do gesto, mas também da comunicação do gesto”. Disponível em: Haddad: “Não sei o que levou Gleisi a Caracas. É preciso cuidar do gesto, mas também da comunicação do gesto” | Brasil | EL PAÍS Brasil (elpais.com)

Manuela d’Ávila participa de evento promovido pela ONG do ultra-liberal e oligarca George Soros. Disponível em: Manuela D'Ávila participa de evento promovido pela ONG do ultra-liberal e oligarca George Soros: | Nova Resistência (novaresistencia.org)

O dono do mundo. Disponível em: O dono do mundo | VEJA (abril.com.br)

Quem é Haddad? Disponível em: Prometheo Liberto: Quem é Haddad? (libertoprometheo.blogspot.com)

Xavier Moreau – Soros e a Sociedade Aberta: Metapolítica do globalismo. Disponível em: LEGIO VICTRIX: Xavier Moreau – Soros e a Sociedade Aberta: Metapolítica do Globalismo (legio-victrix.blogspot.com)

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